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Vereadoras do PT de São José dos Campos votam contra título de cidadão para o candidato extremista à Presidência

Amélia Naomi foi uma das vereadores que se manifestou sobre o voto contra o título para Flávio Bolsonaro

A bancada de vereadoras do PT de São José dos Campos, formada pelas vereadoras Amélia Naomi e Juliana Fraga, votou contra o projeto que concedia o título ao pré-candidato da extrema direita à Presidência.

A líder do PT na Câmara Municipal, vereadora Amélia Naomi, encaminhou a votação contra a proposta durante a sessão que aprovou o projeto, com quatro votos contrários.

Típico político da família Bolsonaro, há vários fatos graves relacionados a ele que, até hoje, não foram esclarecidos. Entre eles, as denúncias de “rachadinha” e sua relação com as milícias, facção criminosa que atua no Rio de Janeiro.

Lavagem de dinheiro e peculato, a “rachadinha”
Foi denunciado por liderar uma organização criminosa que desviava salários de assessores, peculato, por meio de seu então chefe de gabinete, Fabrício Queiroz. As suspeitas de lavagem de dinheiro incluem:

* Loja de chocolates: uso de uma franquia da Kopenhagen em um shopping no Rio para “branquear” valores em espécie provenientes do esquema.
* Imóveis: transações imobiliárias suspeitas, incluindo a compra de apartamentos com valores subfaturados e o uso de dinheiro vivo em negociações.
* Mansão em Brasília: investigações sobre a compatibilidade de seu patrimônio com sua renda declarada após a compra de uma mansão de R$ 6 milhões.

Relacionamento com milícias
As conexões com grupos paramilitares, milícias, no Rio de Janeiro surgiram por meio de nomeações em seu gabinete:

* Adriano da Nóbrega: ex-capitão do BOPE e apontado como chefe do “Escritório do Crime”, grupo de extermínio. Flávio empregou a mãe e a esposa de Adriano em seu gabinete na Alerj por anos.
* Transferências financeiras: o MP-RJ apontou que Adriano transferiu cerca de R$ 400 mil para Queiroz, ligando o financiamento da milícia ao esquema de rachadinha.
* Homenagens: Flávio concedeu medalhas e honrarias a milicianos presos, defendendo publicamente a atuação desses grupos em seus primeiros anos de mandato.

Foto: Redes Sociais / Câmara Municipal de SJC

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