Enquanto isso, no Congresso, Centrão e extrema-direita querem ampliar jornada de trabalho para 52 horas semanais
Centralizando a pauta econômica e trabalhista do país, frentes sindicais, movimentos sociais e o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho) realizam uma nova rodada de mobilizações nacionais pelo fim da jornada de trabalho na escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso).
A pressão popular ganhou novo fôlego após a apresentação do relatório oficial na Câmara dos Deputados e o avanço do Projeto de Lei do Executivo, que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Entre as principais bandeiras das manifestações estão a transição imediata do modelo de escalas e a garantia de que a redução de horas ocorra sem redução salarial.
Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do PT, do PSOL, da CSP-Conlutas e de frentes populares destacam que a adesão massiva de trabalhadores do comércio e do setor de serviços reflete o desgaste físico e mental causado pela atual jornada.
Reação no Congresso: proposta de ampliação para 52 horas acirra debate
O clima de disputa em torno do tema se intensificou no Congresso Nacional. Em forte reação à agenda de redução, parlamentares de partidos do Centrão e da extrema-direita começaram a articular emendas e propostas alternativas focadas na flexibilização total da CLT.
A ala mais conservadora defende projetos que permitem a ampliação do teto da jornada para até 52 horas semanais em setores específicos, sob o argumento de “banco de horas irrestrito” e aumento da competitividade das empresas. Para as frentes associadas aos protestos, a medida representa o maior retrocesso trabalhista das últimas décadas.
“A tentativa de inflar a jornada para 52 horas mostra o abismo entre o Congresso e a realidade de quem está no chão de fábrica e no comércio”, criticou a coordenação do Movimento VAT em nota.
Onde ocorrerão os atos
As manifestações estão distribuídas por capitais e importantes polos industriais e comerciais. Confira os pontos de concentração já confirmados pelas organizações regionais:
Cidade Local de Concentração Horário
- São Paulo (SP) Avenida Paulista (será ajustado devido ao calendário cultural local – Verificar programações locais)
- Rio de Janeiro (RJ) Copacabana – Posto 5 14h
- Belo Horizonte (MG) Praça Raul Soares 09h
- Brasília (DF) Eixão do Lazer (Altura da 106 Sul) 10h
- Salvador (BA) Bairro Cabula (Em frente à Atento) 08h
- Fortaleza (CE) Espigão da Rui Barbosa – Praia de Iracema 15h
- Recife (PE) Largo da Paz – Afogados / Parque 13 de Maio 09h / 15h
- Vitória (ES) Praça Getúlio Vargas – Centro 08h às 14h
- Porto Alegre (RS) Casa do Gaúcho (Parque Harmonia) 10h
- Curitiba (PR) Pátio da Reitoria da UFPR / Praça 19 de Dezembro 13h / 18h30
- Belém (PA) Praça da República / Ginásio Altino Pimenta 08h / 09h
- Maceió (AL) Início da Orla de Pajuçara (Praça dos 7 Coqueiros) 09h
- Natal (RN) Em frente ao Ferreira Costa 08h30
Impacto Econômico em Debate
Enquanto as frentes associadas a estudos da Unicamp apontam que a redução da jornada poderia gerar até 4,5 milhões de novos postos de emprego devido à necessidade de novas escalas de revezamento, setores patronais no Congresso tentam negociar prazos de transição mais longos, sob a justificativa de controle de custos operacionais.
As organizações orientam os trabalhadores a acompanharem as redes locais dos sindicatos e comitês do VAT, pois novos pontos e horários específicos de panfletagem nas estações de transporte e centros comerciais seguem sendo atualizados ao longo da semana.
Foto Tânia Rego (Agência Brasil)











