Ministra Gleisi Hoffmann ressalta que a prioridade deve ser aprovar a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e outras propostas autênticas para a população e não conceder anistia para golpistas
A multidão que saiu às ruas no domingo (21) em pelo menos 50 cidades do Brasil e em algumas do exterior deixa claro que a população está de olho nas ações do Congresso Nacional e exige que os parlamentares voltem suas atenções para a pauta do povo. Em vez de anistia para golpistas, a exigência é por uma agenda que de fato beneficie a população, como a redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6X1, isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e a aprovação do projeto 168/25 que assegura garantia de crédito para empresas afetadas pelo tarifaço de Donald Trump.
Puxados por movimentos progressistas, artistas e centrais sindicais, os atos reuniram centenas de milhares de pessoas em todo o país, ocorrendo em todos os estados e no Distrito Federal. Na Avenida Paulista o recado foi claro. A Bandeira Nacional gigante estendida pelos manifestantes destaca que a prioridade é o povo brasileiro e a soberania, não o clamor a nações estrangeiras, como ocorreu em eventos organizados pela extrema-direita.
Nesta semana, o Congresso foi instado pelas ruas a focar na agenda que atende às demandas da população. Pelas redes sociais, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou que não há espaço para agenda que beneficie criminosos e golpistas.
“Essa semana esperamos no Congresso Nacional o debate e a votação de pautas importantes para o povo brasileiro, como a isenção do IR para quem ganha até $ 5 mil reais, a Medida Provisória do Agora tem Especialistas e o Projeto 168/25 que assegura garantia para crédito às empresas afetadas pelo tarifaço de Donald Trump. Vamos trabalhar pela rejeição da anistia, da impunidade e contra a redução de penas para os golpistas. E acompanharemos com muita atenção o processo contra Eduardo Bolsonaro, o traidor da Pátria, na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados”, disse ela.
A isenção do imposto de renda deve ser prioridade, pois aumenta a renda do trabalhador e consequentemente o consumo, elevando a economia do país, beneficiando todo o setor produtivo. Para quem entre em vigor já em 2026, é necessário que seja aprovada ainda neste ano. A conduta da extrema-direita, de tentar colocar os interesses escusos acima da agenda do país não pode ser motivo para atrasar avanços para a sociedade.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, destacou que não existe espaço para tentar livrar golpistas da cadeia, nem mesmo para redução de penas, tentando amenizar a gravidade dos ataques que foram perpetuados contra a democracia.
Fonte: Site do PT











