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Violência explode em SP: feminicídios atingem níveis recordes sob gestão Tarcísio; para Juliana Cardoso é um “projeto de morte”

Os índices de letalidade policial no estado também aumentaram 93,2% em comparação ao primeiro trimestre de 2022

Os indicadores de segurança pública do primeiro trimestre de 2026 revelam um cenário alarmante para o estado de São Paulo. Dados oficiais da Secretaria da Segurança Pública (SSP) apontam que o governo de Tarcísio de Freitas não tem conseguido frear o avanço da violência extrema, registrando recordes históricos em feminicídios e um salto vertiginoso na letalidade policial.

Interior paulista é o epicentro da crise de feminicídios
O levantamento aponta que São Paulo vive sua pior crise de violência contra a mulher desde o início da série histórica, com o interior paulista concentrando a maior e mais drástica alta. Enquanto a capital e a Grande São Paulo apresentam sinais de estabilidade ou queda, as cidades do interior caminham na contramão:

• Alta de 93,5%: Na comparação com o início da atual gestão em 2022, o número de feminicídios no interior quase dobrou.
• Concentração de casos: Das 86 mulheres mortas no estado no primeiro trimestre, 60 assassinatos ocorreram no interior. Isso significa que cerca de 70% dos feminicídios de São Paulo estão concentrados fora da região metropolitana.
• Avanço em um ano: Somente em relação ao mesmo período de 2025, o crescimento no interior foi de 76,5%.

Em todo o estado, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 25 horas. O crescimento da violência de gênero em solo paulista (43% entre 2022 e 2025) supera em larga escala a média nacional, que foi de 9,1% no mesmo período.

Na comparação entre 2022 e 2025, em todo o estado o aumento foi de 72%. Só no interior, esse aumento foi de 93,5%. Os números de lesão corporal em mulheres aumentaram 47% e o estupro de vulneráveis aumentou 22%.

Letalidade policial e reação política
Outro flanco crítico que o governo estadual não consegue conter é a violência envolvendo as forças de segurança. A letalidade policial em serviço aumentou 93,2% em comparação ao primeiro trimestre de 2022, saltando de 74 para 143 mortes. Somente nos primeiros três meses de 2026, 176 pessoas foram mortas em intervenções policiais.

A escalada da violência gerou fortes reações políticas. Em suas redes sociais, a deputada federal Juliana Cardoso classificou a gestão como um “projeto de morte”.

“Os números não mentem e a realidade nas periferias de São Paulo é desesperadora. Enquanto o governador ignora a urgência de políticas de proteção às mulheres, o estado assiste a uma escalada brutal da violência”, afirmou a parlamentar.

Para a deputada, o aumento simultâneo nos feminicídios e na letalidade policial é reflexo de uma escolha política: “É o resultado de um governo que escolhe o confronto e o abandono social em vez do investimento em inteligência e direitos humanos. Não aceitaremos que a truculência seja vendida como ‘segurança'”.

Insuficiência das medidas
Apesar de o governo citar a ampliação da rede de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e o uso de aplicativos como o “SP Mulher Segura”, os números demonstram que as políticas públicas são insuficientes para reverter a tendência de alta, especialmente no interior.

Casos brutais, como os assassinatos de mulheres na frente de seus filhos em Guarulhos e São Bernardo do Campo, expõem a vulnerabilidade da rede de proteção. Enquanto a SSP aposta em tecnologias e câmeras operacionais, a realidade das estatísticas impõe um desafio que a gestão Tarcísio, prestes a completar três anos e meio, ainda parece longe de solucionar.

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

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