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Vereador Junior Itiban repudia invasão da Câmara de Campo Limpo Paulista que debatia cassação do prefeito

Guardas Municipais invadiram a Câmara e tentaram prender o presidente da casa depois de tumultos provocados por aliados do prefeito. Os problemas começaram na sessão da última terça, (10/02), que discutia o processo de cassação do prefeito Adeildo Nogueira (PL). O plenário ficou totalmente lotado com a presença de simpatizantes do chefe do executivo, além de servidores comissionados e contratados da prefeitura tumultuando a sessão.

O prefeito também compareceu, aumentando a confusão, a ponto de o presidente da Câmara, vereador Tonico (União Brasil) advertir o público que suspenderia os trabalhos caso a ordem não fosse restabelecida.

Por fim, a sessão teve de ser interrompida depois que uma advogada que seria ligada ao prefeito invadiu a tribuna e deu voz de prisão ao presidente da casa. Com mais esse tumulto, Tonico e os demais vereadores se dirigiram para o gabinete da presidência e por volta das 22h, Guardas Municipais entraram na Câmara para prendê-lo, ameaçando arrombar a porta de seu gabinete (veja o vídeo no final do texto).

“Ingerência indevida do prefeito no Legislativo”, acusa Itiban
O vereador do PT manifestou a sua indignação com o ocorrido. Os vereadores só deixaram o prédio da Câmara na madrugada. “É repugnante o Executivo enviar comissionados à Câmara dessa forma, não respeitando o Legislativo. Trata-se de uma ingerência indevida do prefeito no Legislativo, a Câmara é outro poder”, afirmou Junior Itiban.

O principal motivo para a confusão foi o fato de um dos vereadores, Paulo Preza (Podemos), estar impedido legalmente, segundo o presidente da casa, de votar naquele processo. Havia a suspeita de que a esposa deste parlamentar teria sido nomeada para um cargo público em troca de apoio político ao prefeito. A comissão processante apontou o caso como possível nepotismo cruzado, o que levantou questionamentos sobre a imparcialidade deste vereador na sessão de julgamento.

O prefeito havia entrado na Justiça no dia 9/02 para impedir a realização da sessão, mas seu pedido foi indeferido pelo juiz, permitindo que a sessão prosseguisse sem que o vereador Preza pudesse votar.
“O vereador da situação não poderia participar por ter parente naquela situação”, reafirmou Itiban.

As acusações contra o prefeito
Adeildo Nogueira, prefeito de Campo Limpo Paulista, responde a várias acusações que motivaram a abertura do processo. Dentre elas, de haver gastado R$ 7 milhões no Hospital das Clínicas sem autorização prévia e empenho adequado, pelo fornecimento de alimentação a servidores sem controle sanitário apropriado e pelo descumprimento sistemático de pedidos de informação feitos pela Câmara, especialmente na área da saúde. Também pesa contra ele a alegação de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ele também ficou conhecido por debochar de uma moradora da cidade que estava com câncer e não conseguia ter acesso aos remédios para quimioterapia nas unidades de saúde do município. (Veja essa história aqui: https://galeravermelha.com.br/vereador-junior-itiban-e-liderancas-do-pt-de-campo-limpo-paulista-lancam-nota-de-repudio-contra-prefeito-bolsonarista-que-debochou-de-paciente-com-cancer/ )

O impasse continua
Na quarta, 12/02, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou, em decisão liminar, a suspensão do processo de cassação do prefeito Adeildo Nogueira. A tramitação ficará interrompida até que seja analisada a situação do vereador Paulo Preza (PODE), se ele pode participar da votação que definirá o futuro do mandato do chefe do Executivo.

Veja o vídeo que viralizou nas redes com Guardas Municipais tentando invadir o gabinete da presidência da Câmara de Campo Limpo Paulista.

Fotos divulgação

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