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Vereador Junior Itiban e lideranças do PT de Campo Limpo Paulista lançam nota de repúdio contra prefeito bolsonarista que debochou de paciente com câncer

O prefeito de Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo, Adeildo Nogueira (PL), fez uma live na última quinta, 23, zombando de uma moradora da cidade que está em tratamento contra o câncer e foi chamada de “calvinha”.

Marcia Regina de Moura, de 52 anos, luta contra um tipo grave da doença. Ela vem travando uma batalha contra a gestão municipal para ter acesso a medicamentos para quimioterapia.

Segundo matéria do site Metrópole, o prefeito tem debochado da sua condição de saúde e se recusa a comprar os remédios para a população com esse tipo de doença porque Márcia é próxima a um vereador da oposição e chegou a trabalhar como recepcionista em outra gestão. Adeildo não apenas a chamou de “calvinha”, como também disse, sem citar nomes, que se referia à “grilerinha do bezerro” e à “nossa querida Boulas do Jardim Marquetti”. O local citado pelo prefeito é o bairro onde Márcia mora.

“Não vejo as lives dele, mas ele citou a “calvinha”, e chegou até mim. Eu não me conformei. Ele poderia ter falado qualquer outra coisa. Me perdoa a palavra, mas ele poderia ter me chamado até de ‘vagabunda’, mas não se mexe com esse tipo de doença. É uma doença que é muito triste. Uma doença que você sabe que não tem cura”, disse Márcia.

Vereador Junior Itiban, Antonio Carlos e outras lideranças do PT na cidade lançam nota de repúdio ao prefeito, leia aqui

“É com profunda indignação que manifestamos nosso repúdio às declarações proferidas pelo Prefeito Municipal, durante transmissão ao vivo, nas quais zombou da situação de uma munícipe portadora de câncer, chegando a apelidá-la pejorativamente de “Boulas”, em referência ao político Guilherme Boulos e “calvinha do esquema”, numa inacreditável demonstração de falta de respeito à munícipe e empatia com a dor alheia…

Tal conduta é incompatível com a dignidade do cargo público que ocupa e fere princípios básicos da ética, do respeito à pessoa humana e da moralidade administrativa. O escárnio dirigido a uma cidadã que enfrenta uma grave doença é um ato de desumanidade que afronta não apenas a vítima direta, mas toda a comunidade, que espera de seus representantes sensibilidade, empatia e compromisso com o bem comum.

Reiteramos que a figura do gestor público deve servir de exemplo de civilidade e respeito, jamais de intolerância ou deboche. A utilização de um espaço institucional para promover ataques pessoais e chacotas demonstra desprezo pela função pública e pela dor alheia.

Exigimos uma retratação pública imediata e o comprometimento do Prefeito com a reparação moral da munícipe ofendida, além da adoção de medidas que reafirmem o respeito e a empatia como valores essenciais na condução da administração municipal.

Não há espaço para o escárnio e a desumanidade na vida pública. O riso às custas da dor do outro é o retrato mais cruel da falta de compromisso com o povo.”

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