Em entrevista ao Café PT, senadora denuncia manobras da extrema direita e defende rejeição da PEC da Blindagem e da anistia no Senado. “Anistia é um retrocesso jurídico e civilizatório”, condena
A senadora Teresa Leitão (PT-PE) classificou como sombria a semana que sucedeu ao julgamento histórico do ex-presidente Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal(STF). Em entrevista ao Café PT nesta quarta-feira (24/9), ela alertou que a extrema direita respondeu à derrota no Judiciário com ofensiva no Legislativo.
“Eles estão armando. E o que escolheram? Primeiro, a PEC da Blindagem, absolutamente desprovida de sentido ético, e depois a PEC da Anistia, direcionada e personalizada”, afirmou.
Teresa Leitão destacou que ambas as propostas são inconstitucionais e atacam a democracia. Ela reforçou que a proposta de anistiar golpistas “é uma chantagem para salvar uma família, a família Bolsonaro”, e que o projeto “vem contaminado pelos interesses dessa família, inclusive ensejando tensão nas relações com os Estados Unidos”.
“A anistia é um retrocesso jurídico e civilizatório”
A senadora fez um resgate histórico da anistia concedida aos torturadores da ditadura militar e associou a impunidade daquele período ao surgimento do bolsonarismo.“Bolsonaro é um amante da tortura, defensor de torturadores. Se tivessem sido punidos, o diálogo social seria outro”, afirmou.
Para Teresa Leitão, conceder anistia a golpistas em 2025 seria repetir esse erro histórico. “Essa anistia é inconstitucional, desprovida de qualquer suporte jurídico, uma afronta à democracia”, completou. “Voto secreto e manobras como a liderança de Eduardo Bolsonaro desmoralizam o Congresso”.
Ao criticar a nomeação de Eduardo Bolsonaro como líder das minorias na Câmara, a senadora disse que se trata de uma manobra regimental para garantir salário público sem trabalho. “Ele está lá apenas para prejudicar o Brasil. Já devia ter sido punido. Essa liderança é para não precisar dar presença. Um arranjo para justificar o salário”, denunciou.
Ela também rejeitou o retorno do voto secreto para casos de cassação e punição de parlamentares. “Isso desabona o Congresso Nacional. Faz as pessoas ficarem descrentes da política. Despolitiza a relação com a sociedade”, disse.
Veja a íntegra da entrevista:
Fonte: PT no Senado











