O deputado mineiro aponta que Campos Neto tinha conhecimento de problemas graves envolvendo o Banco Master e pode ter sido leniente diante de irregularidades em empréstimos consignados a beneficiários do INSS
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou requerimento para a convocação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A iniciativa ganha ainda mais relevância após reportagem publicada nesta quarta-feira (28) pelo Estadão, que revela que Campos Neto teria atuado para evitar a intervenção ou liquidação do Banco Master em pelo menos duas ocasiões ao longo de 2024, último ano de sua gestão à frente da autoridade monetária.
No requerimento, Rogério Correia aponta que Campos Neto já tinha conhecimento de problemas graves envolvendo o Banco Master, especialmente relacionados a práticas abusivas na concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do INSS.
Oferta irregular e descontos indevido
O deputado destaca que, em outubro de 2021, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) encaminhou expediente ao Banco Central alertando para o aumento expressivo de reclamações desde março de 2019 sobre oferta irregular e descontos indevidos de consignados em benefícios previdenciários.
De acordo com a reportagem do Estadão, Campos Neto teria atuado, ao menos duas vezes — em março e novembro de 2024 —, para impedir medidas mais duras contra o Banco Master, justamente em momentos de aperto da fiscalização.
Para Rogério Correia, as informações ampliam a urgência da oitiva. “O bolsonarismo rouba ou deixa roubar. A leniência de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central permitiu que o Master mantivesse práticas que lesaram aposentados e pensionistas do INSS. A CPMI vai apurar responsabilidades, identificar quem protegeu esse esquema e quem lucrou com o dinheiro dos mais vulneráveis”, afirmou.
Da assessoria de Comunicação do deputado Rogério Correia
Foto: Alessandro Dantas/PT no Senado











