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Rogério Correia aponta elo entre “golden boys”, lavagem de dinheiro e igrejas

Na CPMI do INSS, deputado detalha suposto esquema bilionário de desvios, conexões financeiras e prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro

Durante sessão da CPMI do INSS nesta terça-feira (18), o deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou estar “abismado” com relatos apresentados à comissão e com a dimensão das denúncias que surgem a cada depoimento. Ele fez conexões da lavagem de dinheiro também com a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.

A CPMI ouve desde a manhã de hoje o empresário João Camargo, da Alfaiataria Camargo, um dos suspeitos de lavagem de dinheiro.

Banco Master e Igreja da Lagoinha
Correia mencionou denúncias envolvendo supostos aportes e relações com a Igreja Batista da Lagoinha, incluindo apoio a eventos e a criação da fintech Clava Forte, que teria encerrado suas atividades recentemente. Ele defendeu que a CPMI solicite a quebra de sigilos bancários e fiscais para investigar se instituições religiosas teriam sido usadas para lavar dinheiro.

O deputado também relacionou novas informações à prisão do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, ocorrida hoje. Segundo Correia, ligações familiares e societárias podem conectar empresários, líderes religiosos e operações financeiras suspeitas, incluindo crédito consignado e abertura de templos.

Os fios se cruzam
Enquanto o deputado Derrite (PP-SP) tenta empurrar um relatório – do PL Antifacção – que enfraquece a Polícia Federal e entrega um salvo-conduto ao crime organizado, a Polícia Federal prendeu hoje Daniel Vorccaro, mineiro de BH e dono do Banco Master. “Amigo de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, peça-chave do esquema do consignado e ligado ao pastor André Valadão, da igreja Lagoinha”, explicou Rogério Correia.

“Tem igreja com banco, fintech “Clava Forte” pra lavar dinheiro e um sistema inteiro tremendo. A pressa em desmontar a Polícia Federal não é coincidência”, criticou Correia, durante a sessão da CPMI.

Vorcaro e relações em MG
O parlamentar mencionou reportagem da revista Piauí que detalha a trajetória de Daniel Vorcaro e suas relações com líderes religiosos em Belo Horizonte, descrevendo aquisições de luxo, ajuda financeira entre envolvidos e aproximação com a Igreja da Lagoinha. Ele também destacou denúncias que apontam possível uso de R$ 300 milhões em operações ligadas à SAF do Clube Atlético Mineiro, que poderiam estar vinculadas à lavagem de dinheiro.

Esquema Golden boys
O parlamentar destacou o que chamou de “esquema dos golden boys”, grupo que, segundo investigações, teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão em valores supostamente desviados do INSS. Correia apontou que práticas sofisticadas de lavagem de dinheiro estariam por trás das movimentações, com aquisição de artigos de luxo, carros importados, adegas e até uma alfaiataria que, conforme suspeitas, teria recebido recursos repassados por empresas investigadas. Correia citou nomes já mencionados à CPMI, como Felipe Macedo e Américo Monte Júnior, defendendo a ampliação das oitivas para esclarecer o papel de cada um no esquema.

Ampliar quebras de sigilo
Rogério Correia afirmou ainda que a CPMI tem o dever de seguir o rastro de todos os recursos mencionados e aprofundar as investigações.

“Estamos diante de um esquema complexo de lavagem de dinheiro envolvendo diversos setores. Precisamos quebrar sigilos, investigar a fundo e seguir o rastro do dinheiro. Em Minas Gerais, há indícios de enraizamento entre política, negócios e lavagem, e isso exige atenção redobrada”, recomendou.

Redação PT na Câmara

 

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