Os deputados estaduais petistas Reis e Eduardo Suplicy, utilizaram as redes sociais e a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para disparar duras denúncias contra a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Os parlamentares usaram o espaço no plenário para tratar de temas que têm causado sérios problemas à população paulista. Entre as principais queixas levadas pelos deputados ao debate público estão as altas tarifas cobradas, a qualidade da água, o descaso com esgotos e os péssimos serviços prestados de modo geral, além dos acidentes graves que têm gerado mortes em obras da empresa, principalmente após o processo que resultou na privatização da companhia.
Críticas à privataria
Em suas plataformas digitais, o deputado Reis subiu o tom contra o modelo de gestão atual e o impacto direto sofrido pelos moradores do estado. O parlamentar cobrou rigor, responsabilização e ligou os recentes problemas diretamente à desestatização da empresa:
“A privatização da Sabesp está cobrando um preço alto da população: vazamentos, explosões, mortes, água de má qualidade e falta de resposta. Enquanto os problemas se espalham por várias cidades, quem paga a conta é o povo trabalhador, que sofre com descaso e insegurança. Está na hora de cobrar explicações e responsabilização. É esta privataria que está prejudicando a população do Estado de São Paulo.”
Alerta sobre acidentes
O deputado Eduardo Suplicy também já havia se pronunciado pelas redes sociais, dias atrás, manifestando profunda preocupação com a população vítima daquela empresa. Suplicy utilizou como base de seu protesto a recente explosão que matou pessoas numa obra da Sabesp no bairro do Jaguaré, localizado na Zona Oeste da capital paulista. De acordo com o deputado, o episódio trágico acende um alerta estrutural e não representa um fato isolado:
“Acidentes envolvendo obras da SABESP privatizada têm se repetido e precisam ser rigorosamente apurados. Estou cobrando respostas, responsabilização e indenização justa às famílias atingidas.”
Com as manifestações em plenário e a repercussão digital, a bancada de oposição na Alesp sinaliza que deve intensificar a fiscalização e a cobrança sobre os contratos e as condições de segurança das obras geridas pela concessionária em todo o estado.
Fotos: Gabriel Eid (divulgação Alesp)











