Presidente destaca o alcance do SUS e recebe elogios do diretor-geral da OMS pelo compromisso com a saúde pública
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 28, que o Brasil “aprendeu a cuidar de todo mundo” e “não será mais governado para 35% da população que pode pagar plano de saúde”. Em visita a serviços especializados e unidades móveis de saúde no Rio de Janeiro com o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, Lula enalteceu o SUS (Sistema Único de Saúde) e programas como o Brasil Sorridente, o Agora Tem Especialistas e o Farmácia Popular.
“O que nós estamos fazendo aqui é um exemplo para o mundo, e a gente tem que ter orgulho de dizer que não existe no planeta Terra nenhum país com mais de 100 milhões de habitantes com um sistema de saúde que funciona tão bem como o nosso SUS. […] O Tedros conhece país rico e país pobre. Eu duvido que tenha país rico que faça o que a gente está fazendo”, declarou.
Lula e Tedros visitaram a Carreta da Saúde da Mulher, a UOM (Unidade Odontológica Móvel), veículos do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o Centro de Radioterapia do Hospital Federal do Andaraí.
O presidente elogiou o maquinário do hospital: “Se vocês precisarem de uma radioterapia, vocês vão fazer na mesma máquina que o Trump, o Xi Jinping e o Lulinha vão fazer se precisarem, porque vocês não são piores do que nós. Vocês são iguais e são a razão da gente existir. Por isso a gente tem que cuidar de vocês com muito respeito, muito amor e muito carinho”.
Dignidade para a população mais pobre
Sobre a importância do Brasil Sorridente e das UOMs, Lula afirmou que as tecnologias e os recursos inseridos pelo governo federal a partir do programa servem não só à saúde bucal de quem é beneficiado com uma prótese dentária, por exemplo, mas à “recuperação da autoestima”.
“Uma pessoa que com 20 anos já perdeu os dentes por causa da qualidade da água, da comida, da vida, não pode mais sorrir. […] É por isso que nós criamos o Brasil Sorridente”, declarou. Segundo ele, levar atendimento médico móvel aos cidadãos nas periferias não é “luxo”, mas uma “obrigação moral” do Estado: “Se o pobre não pode ir ao médico, a gente vai até ele.”
Atualmente, há 102 carretas de saúde em operação, sendo 34 para exames de imagem, 54 de saúde da mulher e 14 de oftalmologia. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 126 mil pessoas já foram atendidas em 2.800 cidades brasileiras e 330 mil procedimentos já foram realizados em unidades móveis de saúde.
Reconhecimento internacional
Tedros Adhanom disse ter ficado “impressionado” com a transformação do Hospital Federal do Andaraí, após anos de sucateamento. Afirmou que a saúde “é sempre uma escolha política” e elogiou o SUS como “um dos raríssimos sistemas de saúde no mundo que cobre toda a população”.
“O presidente Lula está recebendo um tratamento de radioterapia e quer que ele seja acessível a todos. […] Eu conheço o compromisso dele com a saúde universal e o cumprimento por isso. Isso serve de exemplo, porque são poucos os líderes que têm esse comprometimento”, declarou o diretor-geral da OMS.
Tedros também agradeceu a Lula por sua liderança “que não é apenas regional, mas mundial” e disse que o Brasil tem “todo apoio da OMS”. Ao final de sua fala, brincou ao dizer que agora era carioca, depois de receber um cartão do SUS do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Eles também foram acompanhados pelo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), o governador interino do estado, Ricardo Couto, a diretora executiva do UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), Winnie Byanyima, e a ministra da Saúde Pública do Uruguai, Cristina Lustemberg – que estão no Rio para participar da 26ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada pela Sociedade Internacional de Aids de 26 a 31 de julho.
Exemplo para o mundo
Lula afirmou que quer aproveitar momentos como esse para “mostrar ao mundo que é possível cuidar do povo pobre” e que, quando isso não é feito, não é por falta de dinheiro, mas sim por falta de prioridade dos políticos, pois “governar é decidir”.
“Se todos os governantes do mundo tivessem um pouco de humildade e compromisso, o mundo seria melhor. A gente não estava gastando US$ 3 trilhões em guerra e nenhum centavo na saúde. Quantas crianças morrem de fome, de diarreia, de uma simples gripe, porque o dinheiro está sendo gasto para matar e não para salvar vidas?”, questionou o presidente.
Lula comentou sobre a dificuldade de se governar para o povo, pois “o sistema não existe para o pobre”, mas afirmou que “tudo é possível quando se tem vontade política”.
Da Rede PT de Comunicação










