Em mais um vídeo da série Um Minuto pela Vida das Mulheres, Vanda de Assis relata ataques em plenário e denuncia ser vítima de preconceito por sua origem
“Política é lugar de mulher, de mulher nordestina, de mulher negra, de mulher periférica, de mulher trabalhadora. É lugar de todas nós.” A afirmação é da vereadora de Curitiba Vanda de Assis (PT-PR), vítima de xenofobia durante uma sessão da Câmara Municipal. O relato integra a campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres.
Xenofobia é a discriminação, hostilidade ou preconceito contra uma pessoa por sua origem ou procedência. No caso de Vanda, o ataque aconteceu justamente quando ela exercia seu mandato municipal. Natural de Campos Sales (CE), a vereadora é a primeira parlamentar de sua região eleita para uma cadeira na Câmara Municipal de Curitiba. Em seu depoimento, Vanda amplia a discussão sobre quem tem o direito de ocupar os espaços de decisão.
Durante o debate, em vez de responder aos argumentos apresentados por Vanda sobre a proposta em discussão, a também vereadora Tathiana Guzella (PL-PR) questionou por que ela não voltava para o Ceará e afirmou que Vanda havia ido “encher o saco” em Curitiba.
O episódio mostra que a violência contra as mulheres não é necessariamente praticada por homens. Mulheres também podem reproduzir preconceitos, discursos de ódio e mecanismos de deslegitimação contra outras mulheres. Neste caso, a origem nordestina de Vanda foi usada para questionar seu pertencimento e seu direito de ocupar aquele espaço de poder.
“Quando uma mulher é atacada por sua origem, justamente por estar ocupando um espaço de poder, é uma tentativa de dizer que aquele espaço não pertence a ela.”
Enfrentar a violência e ocupar espaços
O episódio vivido por Vanda se soma a outras experiências relatadas na campanha, mostrando que a violência contra as mulheres não se manifesta apenas por meio da agressão física, mas aparece no discurso preconveituoso, no silenciamento e nas tentativas de retirar das mulheres o direito de falar, decidir e representar a população.
A participação da parlamentar reforça um dos objetivos principais da campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres: enfrentar a violência também significa garantir que mulheres com diferentes histórias, origens e trajetórias possam ocupar espaços públicos sem serem atacadas ou constrangidas por quem são.
A série é publicada pelo PT desde agosto e já conta com os relatos de:
- deputada federal Jack Rocha (PT-ES);
- ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz Nísia Trindade (PT-RJ);
- secretária nacional adjunta de Comunicação do PT Camila Moreno;
- secretária nacional de Nucleação do PT Claudinha Lima;
- vereadora Luna Zarattini (PT-SP);
- vereadora Eugênia Lima (PT-PE);
- senadora Teresa Leitão (PT-PE), primeira mulher a ocupar a liderança do Governo no Senado;
- deputada estadual Andréia de Jesus (PT-MG);
- vereadora de Natal Brisa Bracchi (PT-RN);
- deputada Estadual Dani Portela (PT-PE);
- vereadora do Rio de Janeiro Maíra do MST (PT-RJ);
vereadora do Recife Liana Cirne (PT-PE).
Da Rede PT de Comunicação










