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Petistas denunciam os “Golden Boys bolsonaristas” na CPMI do INSS

Na segunda fase de oitivas, a sessão da CPMI do INSS dessa segunda-feira (20/10) – que avançou durante a madrugada desta terça-feira (21) – voltou a expor o alcance do esquema de fraudes que desviou milhões de reais de aposentados e pensionistas durante o governo Bolsonaro. O segundo depoente da noite foi Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), apontado como um dos operadores das chamadas entidades fantasmas que se apropriavam ilegalmente de descontos nos benefícios previdenciários.

O depoente é investigado por sua associação descontar indevidamente mais de R$ 1,1 bilhão de aposentados e pensionistas. A ABCB teria sido autorizada a descontar até 2,5% sobre os benefícios previdenciários, supostamente forjando o vínculo dos filiados à entidade.

Os indícios apontam que essa associação é mais uma que funcionou como fachada para operações financeiras irregulares, utilizando a estrutura de convênios com o INSS para captação ilícita de recursos.

Lula combate a corrupção
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) destacou que o interrogado não poderia ter chegado sozinho ao coração do sistema: “É impossível que o senhor Felipe tenha conseguido essa façanha sem proteção e apoio de alguém. Ele roubou muito, adora Ferraris, Lamborghinis, relógios, roupas de grife, mas não teria poder nem inteligência para montar um esquema desse tamanho sem que alguém abrisse as portas do governo Bolsonaro”.

Pimenta cobrou a prisão dos envolvidos e afirmou que o atual governo não recuará diante das investigações. “A orientação do presidente Lula é clara: levar as apurações às últimas consequências, responsabilizar esses criminosos e garantir que o dinheiro seja devolvido a cada aposentado e aposentada que eles roubaram”.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) pontuou que o depoente “nada tem a ver com sindicato” e denunciou o uso de estruturas religiosas e financeiras para lavar recursos. “Deus não tem nada a ver com essa roubalheira. O que houve foi a mão de Oliveira, de Yamada, de Fidélis. Foram 700 milhões desviados de aposentados, e agora o governo Lula é que está devolvendo esse dinheiro com recursos públicos, porque o Estado tem culpa no cartório”, afirmou.

Roubo no Governo Bolsonaro
Já o deputado Alencar Santana (PT-SP) classificou a conduta de Felipe como “nojenta” e reforçou que as primeiras denúncias surgiram ainda em 2019.
“Vocês montaram tudo com o propósito de roubar o INSS. Milhões de aposentados foram lesados, e o governo Bolsonaro nada fez. A diferença é brutal: um governo escondeu, o outro apurou, revelou e devolveu o dinheiro”, denunciou o parlamentar.

A CPMI, que segue sob forte repercussão pública, já identificou documentos, alertas e denúncias ignoradas pelo antigo desgoverno. Hoje, sob Lula, o INSS implementa novos controles de segurança, biometria e auditoria permanente. Para os parlamentares, trata-se de um divisor de águas: o momento em que o país começa, enfim, a virar a página do desmonte e da corrupção institucionalizada da era Bolsonaro.

Fonte: PT na Câmara

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