A segunda reunião de discussão do projeto aconteceu nesta última quarta (26)
Na Reunião Ordinária de Plenário da Assembleia de Legislativa de Minas Gerais desta quarta-feira (26/11/25), foi dada sequência à fase de discussão do Projeto de Lei (PL) 4.380/25, do governador Romeu Zema, que permite a privatização da Copasa. Parlamentares do PT se revezaram na tribuna para criticar a proposta.
Em seu pronunciamento, Beatriz Cerqueira (PT) elogiou a mobilização dos trabalhadores da Copasa e dos órgãos que compõem o Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema), presentes nas galerias do Plenário e em todas as reuniões que envolvem projetos estratégicos para as duas categorias.
“Este governo tenta mandar um recado para que nem tentem se mobilizar porque serão derrotados, mas vocês não desistem. Temos sempre que ocupar esses espaços e pautar a discussão de nossas reivindicações. Afinal, quem não pauta é pautado por quem quer te destruir”, afirmou a parlamentar, que prometeu que a obstrução dos deputados de oposição ao PL 4.380/25 vai continuar.
Em aparte, o deputado Betão (PT) reforçou as palavras da colega com críticas ao projeto de privatização da Copasa e apoio à resistência dos trabalhadores. Ele ainda classificou como “histórica” a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros integrantes do seu governo por tentativa de golpe de Estado. “É histórico. Foi a primeira vez que militares foram para a cadeia por isso, nunca antes sequer foram julgados”, emendou.
Para o deputado Leleco Pimentel (PT), a atual semana está sendo dura devido ao trabalho de convencimento de outros parlamentares quanto aos prejuízos que a privatização da Copasa pode causar. Segundo ele, se a empresa for transferida para a iniciativa privada, pode haver aumento da tarifa, com piora da qualidade de água ou mesmo com a falta dela, citando o exemplo de Ouro Preto (Central), onde o serviço foi privatizado.
Leleco Pimentel sugeriu ouvir prefeitos de cidades-polo do Estado para saber sua opinião sobre a privatização. Na avaliação dele, a maioria é contra a medida, mesmo de espectros ideológicos diferentes. Citou exemplos de cidades no mundo que estão tendo problemas com concessionárias privadas de água, como em Paris (França) e Valência (Espanha). E exortou o presidente Tadeu Leite a manter sua palavra e não permitir que também a Cemig entre na lista de privatizações.
Fotos: Willian Dias (Divulgação ALMG)











