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INSS: PT pressionou por investigações e aponta ação rápida de Lula em devoluções

Com apoio do PT, deputados e senadores aprovaram plano de trabalho da CPMI nesta terça (26), reforçando interesse da legenda no aprofundamento das apurações sobre a fraude bilionária

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instalada para apurar os descontos indevidos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) teve a primeira sessão nesta terça-feira (26). Deputados e senadores aprovaram o plano de trabalho da CPMI com o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT), para reforçar o interesse da legenda nas investigações de fraude bilionária.

Em discurso, parlamentares do PT fizeram defesa contundente do governo Lula, que desbaratou o esquema montado na administração anterior e agora está devolvendo o dinheiro às vítimas em tempo recorde.

O senador Rogério Carvalho (SE) pediu à CPMI que não se restringisse à atuação de associações que operassem descontos fraudulentos, mas que investigasse também eventuais irregularidades em operações de crédito consignado. “Esse trabalho está sendo feito e deve chegar à totalidade”, definindo o líder do governo no Senado.

Já o senador Fabiano Contarato (ES) elogiou o ressarcimento dos aposentados e pensionistas do INSS. “Eu duvido se outro governo faria imediatamente”, comparou. “Nós temos que ter a responsabilidade de entender que o governo tem tido e vem agitado de forma extremamente contundente.”

O deputado federal Paulo Pimenta (RS), por sua vez, afirmou que os setores progressistas são os mais específicos na investigação e na segurança dos prejudicados. “É muito importante que a verdade aplicável e que a sociedade brasileira possa compreender esse esquema que fraudou, que roubou bilhões de reais dos aposentados e aposentadas do nosso país”, defendeu o parlamentar, antes de questionar o afrouxamento da capacidade de fiscalização do INSS.

“Foi feito no governo do presidente Lula? Não foi. Foi feito no governo da presidente Dilma? Não foi. Então, esse esquema de crime, ele só aconteceu porque ele foi arquitetado, engendrado, de forma profissional, por criminosos que tomaram de assalto a estrutura do poder. Mas foram colocados lá por quem? Pelo espírito santo? Não foram. Quem eram os políticos da época que tiveram influência para colocar os bandidos para comandar o INSS?”, apontou o petista.

Em seguida, Pimenta disse categoricamente que a população brasileira compreenderá, concluídas as apurações, “que o esquema de fraude foi gestado no governo Bolsonaro e acabou no governo do Lula”. “Quem acabou com a corrupção, quem acabou com o roubo, fomos nós”, emendou.

A negligência de Bolsonaro
O deputado federal Rogério Correia (MG) defendeu a convocação de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar à espera do julgamento sobre a trama golpista, para depor nas próximas sessões da CPMI do INSS.

“Durante o governo Bolsonaro, vocês vão ver que várias entidades foram cadastradas, entidades que deram o cano nesses servidores e mais e mais e mais. Então, realmente precisei de uma apuração. A apuração veio a começar no governo do presidente Lula, através da Controladoria-Geral da União (CGU), que é aquele que é independente, mas que está ligado ao governo”, ponderou Correia.

Pouco depois, amparado pelo Regimento Comum do Congresso Nacional, o deputado federal Alencar Santana (SP) interpelou o senador Izalci Lucas, do Partido Liberal (PL), que se jactou, em algumas entrevistas, de ter identificado como fraudes no INSS e denunciado a Bolsonaro. O ex-presidente nada fez.

“Eu o indaguei, senador, ao vivo, se vossa excelência e se o ex-presidente levaram ao conhecimento da Polícia Federal, se levaram ao conhecimento do Ministério Público, se tomaram alguma medida de suspensão dos descontos, se tomaram alguma medida de investigação, e sua excelência ficou silenciosa, calado”, expôs Alencar.

“E, depois, teve uma outra entrevista, há 10 dias atrás. Vossa excelência repetiu isso com orgulho: ‘tomei conhecimento e nível ao presidente Bolsonaro'”, acrescentou o petista.

Nesta terça (26), a CPMI aprovou a exigência de convocação dos ministros da Previdência dos últimos 10 anos para comparecerem perante os congressistas.

Com informações: Da Redação do PT

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