O Brasil passava por um processo de transformação social, com as reformas de base, que mudariam a forma de vida dos brasileiros e brasileiras, com as reformas estruturais que incluíam os setores educacional, fiscal, político, urbano e agrário.
A oligarquia rural e as elites financeiras e industriais, unidas aos militares, com apoio das forças americanas, em plena Guerra Fria, num processo de luta contra os socialistas no mundo se uniram e derrubaram o Governo João Goulart.
Um governo eleito democraticamente e que buscava fazer com que o desenvolvimento do país chegasse a toda a população, derrubado, com a implantação de uma ditadura que durou de 1964 a 1985, com resistência de setores progressistas, mas com muita violência dos militares e condutores do regime.
Foram 21 anos de perseguição, sequestros e mortes, contra quem ousasse se manifestar contra o regime militar implantado, proibindo manifestações políticas, culturais, cassando intelectuais, prendendo trabalhadores, criando um clima de terror em todo o Brasil.
Após a retomada da democracia, vimos em 2023 uma tentativa, ainda bem que frustrada, de um novo golpe de Estado, quando em 8 de janeiro, grupos organizados, acampados em frente aos quartéis, com a conivência das autoridades, associados a terroristas e golpistas, liderados pelo comando do governo derrotado, tomaram de assalto as sedes dos poderes em Brasília, com ameaças de assassinatos de autoridades, como o Presidente Lula, o Vice-Presidente Alckmin e o Ministro Alexandre Moraes, do STF.
Após tudo isso, mais uma vez voltam a falar em anistia. Não podemos aceitar essa proposta de anistia, propagada pelos golpistas. Há um processo legal de ampla defesa, com todos os direitos preservados, devendo todos os envolvidos serem levados aos rigores da lei, para que jamais este País volte a ter uma ditadura e todos os condenados sejam punidos, em especial os mentores e financiadores da tentativa de golpe de 8 de janeiro.
Foto: Kayo Magalhães
Fonte: Site do PT na Câmara