Coligação “Brasil Pronto Pra Mais” protocola 5 ações no TSE contra desinformação promovida em propaganda eleitoral do adversário para ferir imagem do presidente
Já conhecido por mentir de forma contumaz sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a Presidência da República, leva também ao seu programa eleitoral de rádio e televisão uma avalanche de desinformação e fatos descontextualizados com o único objetivo de ferir a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A coligação “Brasil Pronto Pra Mais”, da chapa Lula-Alckmin, protocolou nesta quinta-feir, 24, cinco ações no Tribunal Superior Eleitoral para rebater ataques e irregularidades da campanha adversária no rádio e na TV.
As propagandas de Flávio contêm irregularidades formais, além de desinformação, descontextualização e manipulação de fatos, “ferindo a imagem do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, com o nítido intuito de influenciar o processo eleitoral”, definiu a equipe jurídica.
As propagandas usam repetidamente a palavra “Mentira!” sobre falas de Lula, com acusações falsas sobre a situação de estatais e da fome no país. A defesa do presidente Lula pede a suspensão imediata das peças e exige direito de resposta nos mesmos veículos em que foram divulgadas.
A desinformação opera, centralmente, pela utilização de uma generalização absoluta ao afirmar que “todo mundo” estaria com contas para pagar e sem conseguir “encher o carrinho do supermercado”. Na visão dos advogados que representam Lula, não se trata de crítica política ou de uma avaliação econômica, e sim uma peça manipulada intencionalmente para disseminar a ideia de que toda a população brasileira estaria submetida à mesma condição de dificuldade financeira.
“Lula já viveu as agruras de passar fome e isto não é um tema de menor importância ao presidente, sendo ainda indigna a peça propagandística produzida”, diz a ação ao TSE. A campanha de Lula contesta ainda os dados econômicos e lembra que Lula retirou o Brasil do Mapa da Fome por duas vezes.
“O número de pessoas em lares brasileiros com insegurança alimentar grave — as que enfrentam a fome — caiu 23,5% em um único ano, passando de 8,47 milhões em 2023 para 6,48 milhões em 2024: dois milhões de brasileiros deixaram a fome. […]Na mesma comparação, a insegurança alimentar caiu em todas as regiões do país — de 27,6% para 24,2% dos domicílios —, e 624 mil famílias deixaram o nível de insegurança alimentar grave7. Todos os três níveis de insegurança alimentar caíram: o leve, de 18,2% para 16,4%; o moderado, de 5,3% para 4,5%; e o grave, de 4,1% para 3,2% dos domicílios”, aponta a equipe jurídica na peça.
Os advogados também contestam a tentativa de manipulação em falas sobre rombos nas estatais, o que busca outra generalização, com dados equivocados.
Da Rede PT de Comunicação










