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Feminicídio em Santa Catarina: “Não existe democracia plena onde mulheres vivem com medo”, afirma Ana Paula Lima (PT-SC)

A deputada representou o Legislativo Federal na assinatura de acordo entre poderes e alertou para o aumento da violência contra mulheres em Santa Catarina

“Não existe democracia plena onde mulheres vivem sob medo.” A afirmação da deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC) marcou sua participação no Seminário Vivas e Decididas – Contra o Feminicídio, realizado na quinta-feira (5), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Ao abrir sua fala, a parlamentar chamou atenção para a gravidade da violência contra as mulheres no estado. Segundo dados apresentados durante o evento, Santa Catarina registrou oito feminicídios nas primeiras semanas de 2026. Somente em janeiro foram 3.223 pedidos de medidas protetivas, o equivalente a mais de 100 mulheres por dia recorrendo ao Estado em busca de proteção.

“O feminicídio não é um ato isolado ou um descontrole momentâneo. Ele é resultado de uma cultura que ainda naturaliza o controle e a desigualdade sobre as mulheres”, afirmou Ana Paula Lima.

Durante o seminário, a deputada representou o Legislativo Federal na assinatura do Acordo Interpoderes de enfrentamento ao feminicídio, iniciativa que reúne instituições públicas, sistema de Justiça e sociedade civil para fortalecer a articulação entre políticas e ações de prevenção à violência de gênero.

Para a parlamentar, o enfrentamento ao feminicídio exige integração real entre os poderes e políticas públicas que atuem antes da violência extrema. “Prevenção significa agir antes da morte: identificar o risco, proteger a vítima, acompanhar o agressor e fortalecer a rede de atendimento”, destacou.

Contra a violência
Em sua intervenção, Ana Paula Lima também fez um apelo pela ampliação da participação política feminina no debate sobre o tema e cobrou maior presença de parlamentares estaduais nas discussões sobre políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

O Seminário Vivas e Decididas reúne representantes dos poderes públicos, do sistema de Justiça, movimentos sociais e profissionais da rede de proteção para discutir estratégias de combate ao feminicídio e fortalecimento das políticas de proteção às mulheres em Santa Catarina.

Mulheres vivas!
Ao final de sua participação, a deputada reforçou que o acordo firmado precisa se traduzir em ações concretas. “Assinar este acordo não pode ser apenas um gesto simbólico. É assumir responsabilidade pública. O nosso compromisso precisa ser claro: mulheres vivas, mulheres livres e mulheres decididas.”

Com informações da Assessoria de Comunicação deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC)
Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara

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