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Escolas estaduais paulistas ficam de fora das 100 maiores notas do Enem; deputado Luiz Fernando Teixeira cobra prioridade para a educação

A divulgação dos microdados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 trouxe um dado preocupante que voltou a colocar a qualidade da educação pública paulista no centro das atenções. Nenhuma escola da rede estadual de São Paulo — a maior do país — conseguiu figurar entre as 100 instituições com as maiores médias no exame dentro do estado.

No ranking das cem primeiras colocadas, figuram apenas quatro estabelecimentos públicos, todos com vestibulinho ou processo seletivo para ingresso: unidades vinculadas à Unesp, USP, Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e uma escola técnica municipal. As demais posições são ocupadas por colégios privados.

O cenário gerou forte reação. Para o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT), o levantamento expõe a urgência de mudanças profundas na gestão educacional paulista.

“Esse resultado precisa servir como um alerta para toda a sociedade. A educação é o principal instrumento de transformação social e merece prioridade absoluta”, declarou o parlamentar. “Precisamos valorizar os professores, investir na estrutura das escolas, garantir condições de aprendizagem e construir políticas públicas capazes de oferecer oportunidades iguais para todos os estudantes. Quando a educação avança, todo o estado cresce”, completou Luiz Fernando.

Desigualdades socioeconômicas e desafios de aprendizagem
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo ponderou que comparações diretas entre colégios privados e a rede estadual precisam levar em conta fatores determinantes, como as disparidades do perfil socioeconômico das famílias e a ausência de mecanismos de seleção de alunos nas escolas regulares da rede.

Educadores e gestores destacam que a melhoria consistente do sistema passa por investimentos contínuos na formação e valorização docente, melhorias na infraestrutura física e tecnológica das escolas e políticas eficientes de combate à evasão escolar e redução das desigualdades de aprendizado.

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