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Em dia de “tarifaço” de Trump, líder do PT condena submissão de bolsonaristas aos interesses dos EUA

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), fez duras críticas hoje (2) à vassalagem manifestada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores aos Estados Unidos, no mesmo dia em que o presidente Donald Trump anunciou tarifas comerciais “recíprocas” de 10% contra o Brasil.

“É inacreditável o que está acontecendo aqui”, exclamou o líder, diante do processo de obstrução feito pelo direitista PL ao projeto de lei (PL 2088/23), que permite ao Brasil responder com sanções comerciais a países que não mantenham uma relação de isonomia econômica.

O líder lembrou que todos os parlamentos do mundo estão reunidos para estudar reações ao tarifaço de Trump, mas os bolsonaristas cerraram fileiras para defender os EUA e tentar dificultar a votação do projeto aprovado nesta quarta-feira que poderá, eventualmente, permitir ao governo brasileiro reagir às medidas unilaterais norte-americanas.

“As máscaras caíram, levantem a bandeira dos Estados Unidos”, disse Lindbergh para os bolsonaristas, ao lembrar que o PT e outros partidos do governo iriam “defender os interesses nacionais de todos os setores econômicos, inclusive do agronegócio”.

Prejuízos ao Brasil
Lindbergh citou estudo do Bradesco de que a taxação extra de 10% das exportações brasileiras vai trazer um prejuízo de 2 bilhões de dólares. Mesmo assim o bolsonarismo usa o boné de Trump com a frase “Tornar a América Grande Novamente”, conforme lembrou o líder do PT.

“Pois bem, novamente, eles escolhem aqui o lado dos Estados Unidos, posicionam-se contra os interesses nacionais. Não era Brasil acima de tudo? Quem está defendendo o Brasil acima de tudo somos nós, a maioria deste Parlamento favorável a esse projeto (da reciprocidade)”, observou o líder do PT.

Boné de Trump
Ele acrescentou que os bolsonaristas ainda fazem questão de se colocar ao lado dos EUA, em oposição aos interesses nacionais e do povo brasileiro. “Eles vão colocar o boné do Trump ou vão colocar o boné do Brasil? Vão defender a bandeira brasileira ou vão defender os interesses norte-americanos? Porque o Eduardo Bolsonaro nós já sabemos, a defesa dele é dos Estados Unidos, não a defesa do nosso País.”

O líder do PT criticou a oposição bolsonarista por forçar a obstrução e depois votar a favor do projeto da reciprocidade. “Não adianta depois dizer que vai votar no projeto. A política está clara: entre o Brasil e a posição de punir o Parlamento brasileiro e o País em relação à votação da anistia, eles preferem a defesa desse projeto inconstitucional de anistia”, afirmou.

“Esta votação aqui demarca um campo entre quem se apropria da bandeira e quem continua defendendo os interesses nacionais”, acrescentou Lindbergh Farias.

Vassalagem
O ex-capitão que presidiu o Brasil publicou mensagem em suas redes sociais em defesa de Trump, enquanto a base bolsonarista na Câmara insistiu na posição de obstruir as votações de matérias importantes para o país a fim de tentar forçar a inclusão na pauta de projeto de anistia dos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e os que os antecederam, como o grupo criminoso de Bolsonaro que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro mente
Entretanto, Lindbergh mostrou que Bolsonaro mentiu novamente nas redes sociais. O ex-presidente defendeu Trump e atacou o Brasil, contou Lindbergh. “Eu ouvi alguns aqui dizendo que, na época do Bolsonaro, não tinha havido aumento de tributação das exportações. Houve sim, houve do aço. Sabem qual foi a posição do Bolsonaro? Não fez nada, aceitou”, explicou o deputado.

Lula e o agronegócio
O líder do PT rebateu críticas da extrema direita à política do governo Lula em relação ao agronegócio. Ele lembrou que o último Plano Safra, no governo Bolsonaro, o financiamento foi de R$ 340 bilhões, enquanto a cifra para 2024/25 anunciada por Lula será de R$ 475 bilhões, dos quais R$ 75 bilhões para a pequena produção rural.

O deputado recordou que antes de Lula assumir o primeiro mandato, em 2003, o financiamento ao agronegócio era de apenas R$ 20 bilhões. Terminou seu segundo mandato, em 2010, com financiamento de R$ 187 bilhões. “As exportações cresceram 478% no Governo do Lula lá atrás”, disse o líder do PT, ao ressaltar que, nos dois primeiros anos do atual mandato, Lula conseguiu abrir mais 300 novos mercados para o agronegócio brasileiro.

Foto: Bruno Spada
Fonte: Site do PT na Câmara

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