Comissão recebeu o presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho; Paulo Pimenta denuncia “um núcleo de corruptos que entrou no INSS a partir de 2019”
Nesta quinta-feira (9), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS recebeu o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, entidade que está sob suspeita na Operação Sem Desconto, por possíveis desvios não autorizados de aposentadorias e pensões. A vice-presidência da entidade é ocupada por Frei Chico, irmão do presidente Lula, que entretanto não figura entre os investigados.
Milton Baptista compareceu amparado por habeas corpus do STF e não assinou o termo de compromisso de falar a verdade, assim como o empresário Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, que falou à CPMI na última 2a feira (6).
“Núcleo de corruptos a partir de 2019”
Pela manhã, o deputado Paulo Pimenta (RS) alertou para o fato de que há um “núcleo de corruptos que entraram no INSS a partir de 2019” e ressaltou que “existe uma turma de novos bilionários no Brasil. Todos eles sentam aqui e têm Ferrari, Lamborghini, iate, avião, helicóptero. Gente que nunca trabalhou, ninguém sabe de onde surgiu essa gente. Que enriqueceu roubando aposentados e aposentadas.”
A bancada do PT atua para estabelecer a verdade nas investigações e mostrar que o esquema criminoso se consolidou sob o governo Bolsonaro, com envolvimento de estruturas do Ministério da Justiça, exigindo que as apurações cheguem aos verdadeiros operadores dos desvios. E lembra que foi Lula quem mandou investigar e quem tratou de estruturar como prioridade o ressarcimento dos aposentados.
Paulo Pimenta também questionou Milton Baptista de Souza Filho sobre o papel de Frei Chico no Sindnapi. Abrindo mão temporariamente do direito ao silêncio, o depoente foi enfático ao dizer que “ele nunca teve papel administrativo no sindicato”. E prosseguiu: “Só político. Político de representação sindical. Nada mais do que isso. E não precisei de em nenhum momento solicitar ele que abrisse qualquer porta do governo.”
Investigações seletivas
Em sua fala, o deputado Alencar Santana (RJ) denunciou as manobras seletivas da oposição, especialmente do senador Sergio Moro, conhecido por sua perseguição política a Lula e à esquerda quando era o juiz responsável pela Lava Jato.
“O senador Sérgio Moro fez uma sugestão de, na próxima pauta, colocar a quebra de sigilo fiscal do ex-ministro Lupi. Parece que ele continua seletivo nas suas ações de investigação, assim como estava na época de juiz. Só mira um lado e não apura tudo. Se nós formos quebrar o sigilo, nós deveríamos quebrar o sigilo também de todos os ex-ministros […[ Se a gente for avançar, que a gente avance sobre todos.
O deputado Rogerio Correia (MG) reforçou a posição. “Essa comissão não pode ter seletividade, porque isso destruiria a CPMI […] Nós tivemos do Sindnapi os documentos que chegaram da quebra de sigilo. Sabe quantas vezes aparece o nome de Frei Chico? Nenhuma vez.”
Nova fase da operação
Esta manhã, antes do início dos trabalhos da CPMI no INSS, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, cumprindo 66 mandados de busca e apreensão em vários estados. A ação demonstra que a PF e a CGU seguem trabalhando de modo coordenado para desarticular o esquema e garantir ressarcimento às vítimas.
Enquanto a oposição desvia o foco com ataques pessoais e narrativas escolhidas, o governo Lula e a bancada do PT exigem que a CPMI avance sobre os fatos: rastrear os fluxos financeiros, identificar quem se beneficiou indevidamente e garantir que o ressarcimento chegue aos lesados.
Fonte: Site PT Nacional











