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Ana Paula Lima: “Maior força de trabalho da saúde pronta para os novos desafios”

Com saúde não se brinca — isso todo mundo sabe. E, para compreender o que representa a maior força de trabalho da saúde, é importante começar pelo básico. Sabe-se que os profissionais de enfermagem são essenciais em qualquer equipe de saúde. O exercício profissional da enfermagem, que compreende as categorias de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, é regulamentado pela Lei Federal nº 7.498/86. A formação é regida pela legislação educacional brasileira.

O Brasil possui 3,2 milhões de profissionais de enfermagem. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o país conta, proporcionalmente, com 13 enfermeiros para cada grupo de mil habitantes. A unidade federativa com a maior taxa é o Distrito Federal, com 22,25 enfermeiros por mil habitantes, seguido pelo Amapá (22,2) e pelo Rio de Janeiro (20,7). Para qualquer tipo de política pública que se pretenda implementar, é fundamental conhecer a realidade — e o primeiro passo é realizar um diagnóstico.

Atualmente, o Conselho faz uso do Perfil da Enfermagem no Brasil, com resultados que permitem refletir sobre os caminhos para a valorização profissional e a melhor distribuição de recursos. Esses dados também apontam avanços significativos na formação e qualificação dos profissionais. Assim como outros profissionais na saúde, a enfermagem é uma das profissões essenciais a qualquer sistema de saúde que exija atendimento eficiente, completo e baseado em evidências científicas e que envolvam métodos modernos e reconhecidos por sociedades desenvolvidas.

Com o advento da Inteligência Artificial, o mercado de trabalho está em expansão, oferecendo oportunidades que vão desde a telemedicina — com a integração de tecnologias digitais — até os cuidados personalizados, uma tendência crescente que adapta os cuidados às necessidades individuais dos pacientes, com planos de tratamento específicos e intervenções baseadas em dados. A integração da IA com a análise de dados também permitirá a identificação precoce de condições de saúde, aumentando a eficácia dos tratamentos.

As oportunidades só serão bem aproveitadas se também enfrentarmos os desafios. Ainda há muitos caminhos a percorrer para garantir uma expansão mais equilibrada e com menos desigualdades. Um dos principais pontos é minimizar a distribuição desigual de profissionais, criando vantagens de mercado que estimulem a presença da enfermagem além das regiões Sul e Sudeste. Outro aspecto importante — e que já é alvo de uma luta permanente — é a valorização profissional, com condições dignas de trabalho e remuneração adequada.

A Enfermagem também se compromete com a sustentabilidade. Em hospitais, unidades de saúde e na educação em saúde, os profissionais de enfermagem podem liderar práticas que reduzam o desperdício, promovam o uso racional de recursos e adotem tecnologias de baixo impacto ambiental. A saúde do planeta está diretamente ligada à saúde das pessoas, e a Enfermagem tem um papel fundamental em garantir que o cuidado seja ecologicamente responsável.

O compromisso que assumo como deputada federal é apoiar leis que avancem nesse sentido, com a defesa de um piso salarial digno, jornada de 30 horas semanais e condições seguras de trabalho. Profissionais de enfermagem valorizados são parte essencial de um Sistema Único de Saúde (SUS) forte e de qualidade para toda a população brasileira. Na prática, como profissional de enfermagem, também sou parte dos 87% da força de trabalho do SUS. Como representante do povo brasileiro e da categoria, já atuo na aprovação de projetos de lei que valorizam a enfermagem — como o que garante a presença da enfermeira obstetra durante o período de internação hospitalar — e na defesa da saúde pública, visando à melhoria da qualidade de vida da população.

Também atuo em outras iniciativas voltadas à promoção de uma saúde integrativa, que inclui a saúde da mulher, o combate à violência obstétrica, a saúde mental da categoria, o enfrentamento à desinformação e o fortalecimento das práticas integrativas do SUS.

Logo no início de seu mandato, o presidente Lula sancionou o Projeto de Lei nº 14.581, de 2023, que abriu crédito especial de R$ 7,3 bilhões no orçamento do Fundo Nacional de Saúde para garantir a estados e municípios o pagamento do piso nacional dos trabalhadores da enfermagem.

Foto: Assessoria da Deputada Ana Paula Lima
Fonte: Assessoria da Deputada Ana Paula Lima

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