O deputado estadual Maurici (PT-SP) utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira, 11 de março, para disparar duras críticas ao Governador Tarcísio de Freitas. O parlamentar denunciou a tramitação do Projeto de Lei (PL) 1316, que, segundo ele, representa um ataque frontal aos direitos dos professores da rede estadual de ensino.
Em vídeo publicado em seu perfil oficial no Facebook, Maurici não poupou palavras ao classificar a medida. Para o deputado, o texto enviado pelo Palácio dos Bandeirantes é um retrocesso que prejudicará gravemente a categoria e a qualidade da educação pública em São Paulo.
“Trata-se de um projeto dos mais canalhas contra a educação paulista”, afirmou o parlamentar na gravação.
Os pontos críticos da denúncia
De acordo com o gabinete do deputado, o PL 1316 traz mudanças estruturais que podem impactar negativamente a carreira docente, afetando desde a remuneração até as condições de trabalho nas escolas estaduais.
A oposição na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) promete mobilizar sindicatos e a sociedade civil para barrar a aprovação da proposta. Maurici reiterou que a bancada do Partido dos Trabalhadores atuará firmemente contra o que chama de “desmonte” do ensino público.
Insegurança e remoções compulsórias
Segundo o parlamentar, o PL abre brechas para que o docente perca o vínculo com a unidade escolar onde atua. Maurici enfatizou que a medida ignora a história e o entrosamento do profissional com a comunidade escolar.
“O professor, mesmo estando há muitos anos na escola, poderá ser removido de forma forçada”, alertou o deputado, sinalizando que a medida pode ser usada como ferramenta de perseguição ou gestão arbitrária.
Mobilização na ALESP
Para a bancada de oposição, o projeto de Tarcísio fere a continuidade pedagógica, já que a permanência do professor na mesma escola é considerada fundamental para o acompanhamento dos alunos a longo prazo.
O deputado Maurici convocou os profissionais da educação e os sindicatos para uma forte mobilização na Assembleia Legislativa (ALESP), com o objetivo de pressionar os demais parlamentares a votarem contra o texto. “Não podemos permitir esse ataque à dignidade de quem constrói a educação todos os dias”, concluiu.










