Ministro participou da primeira plenária de 2026 do Consea e destacou a importância de dar continuidade às políticas públicas de segurança alimentar no País
A mobilização nacional para retirar o Brasil do Mapa da Fome e o avanço das políticas públicas de segurança alimentar marcaram a abertura da primeira reunião plenária ordinária de 2026 do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), realizada nesta terça-feira (10/3).
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou do encontro ao lado da secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, e da secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome da pasta, Valéria Burity.
Durante sua intervenção, o ministro relembrou os desafios enfrentados no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacou o processo de reconstrução das políticas sociais no país, bem como o esforço coletivo que permitiu retirar novamente o Brasil do Mapa da Fome.
“Quando o presidente Lula assumiu, a palavra era reconstrução. Nem todos acompanharam o tamanho da destruição. O Brasil não saiu do Mapa da Fome; nós é que o tiramos. Tirar da fome não é um fim, é um passo”, afirmou.
Dias também destacou a retomada de instrumentos essenciais para a articulação das políticas de segurança alimentar, entre eles o próprio Consea. Desativado em 2019, o conselho foi recriado em fevereiro de 2023 por decreto presidencial e voltou a assessorar a Presidência da República na formulação de estratégias de combate à fome.
Segundo o ministro, a integração entre políticas sociais, produção de alimentos e ações de proteção social contribuiu para reduzir rapidamente os casos mais graves de insegurança alimentar. Entre 2023 e 2024, de acordo com o critério da FAO, a insegurança alimentar severa caiu de 8% para cerca de 1,2%, com avanços adicionais registrados em 2025.
“O avanço no combate à fome depende da união entre governo e sociedade e da priorização das populações mais vulneráveis nas decisões orçamentárias”, ressaltou.
A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, lembrou que o Governo do Brasil tirou o país do Mapa da Fome em dois anos de implementação de políticas integradas.
“É uma grande conquista, considerando que tínhamos, em 2022, mais de 33 milhões de pessoas passando fome e havia também uma política de austeridade fiscal que impedia a execução de programas de segurança alimentar e nutricional”, afirmou a secretária.
Para ela, garantir o direito humano à alimentação é mais do que sair do Mapa da Fome, é evitar retrocessos. “É assegurar a alimentação adequada como direito e a transformação dos sistemas alimentares, garantindo que os sujeitos desse sistema estejam no centro desse debate”.
A presidente do Consea, Elisabetta Recine, destacou que a plenária marca o início dos trabalhos do conselho em 2026 e prepara a próxima Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, prevista para junho.
Segundo ela, a proposta é alinhar agendas como segurança alimentar, sustentabilidade e igualdade de gênero para ampliar a efetividade das políticas públicas.
“Nós não estamos unificando no sentido de amarrar processos, mas de potencializar nossos processos políticos e de monitoramento”, afirmou.
A reunião contou com representantes do governo federal e da sociedade civil e foi promovida pelo Consea em conjunto com a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).
Consea
O Consea é um espaço de formulação, monitoramento e avaliação das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional. O conselho também fortalece a articulação entre governo e sociedade em torno da meta de retirar novamente o Brasil do Mapa da Fome.
Fonte: Agência Gov | Via MDS










