Desde sábado passado, 13 de dezembro, o perfil do diretório municipal do PT em Patrocínio Paulista, cidade a 350 km da capital, na divisa com Minas Gerais, foi suspenso pela empresa Meta, controladora das redes sociais Instagram e Facebook.
Ao que tudo indica, o perfil teria sido “denunciado”, mas a empresa não dá explicações sobre as possíveis denúncias e nem as motivações.
Segundo Thalys Vieira, membro do diretório municipal e quem administrava o perfil, as publicações feitas falavam de atividades realizadas no município, projetos do Governo Lula para região dentre outros temas.
“Não havia quase nada na página, eram poucas publicações porque ela foi recém-criada. Mas nas redes sociais e nos grupos, o pessoal bolsonarista da cidade tem me atacado sem nenhuma razão ou motivo. Jamais houve publicação de ofensas ou coisa parecida. Existiam algumas proposições nossas para a cidade e região, incluindo sugestões e propostas que enviamos a vereadores que apoiamos e que nem são do PT. Não faz sentido”, afirmou Thalys.
O dirigente ainda afirmou que está tentando recorrer junto à própria Meta, mas os canais de contato são muito difíceis e não permitem quase nenhuma comunicação.
PT irá acionar STF e TSE contra a Meta por sumiço de perfis de esquerda
O PT denunciou o sumiço de perfis e cobra regulação das plataformas. O partido pretende acionar o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral na segunda-feira, 15, para questionar o repentino ‘sumiço’ de perfis de esquerda no Instagram e no Facebook no dia da votação do PL da Dosimetria, aprovado na última quarta-feira, 10.
Em nota oficial, a Meta reconheceu o incidente e o classificou como “problema técnico”, que afetou temporariamente a ferramenta de busca. Na parte da tarde, a situação já havia sido regularizada. A empresa alegou que outros perfis de direita também foram prejudicados.
Páginas como a do presidente Lula e da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e de outras lideranças petistas e do PSOL desapareceram das buscas. O fato fez com que políticos de esquerda desconfiem que a plataforma poderia estar favorecendo e censurando o campo progressista no dia em que os deputados votaram o projeto que reduz as penas para os condenados pela trama golpista.
Dirigentes do PT afirmaram que o partido irá entregar um relatório na ação que enviará ao Supremo com o monitoramento das redes e o ‘sumiço seletivo’. Em nota, o PT afirma que “qualquer forma de silenciamento, restrição ou invisibilidade das nossas vozes, ainda mais no período pré-eleitoral, já representa um risco concreto à liberdade de expressão, ao pluralismo e ao debate público”.











