96% dos medalhistas são beneficiários do programa, que em agosto deste ano registrou o maior número de adesões desde a sua criação pelo governo Lula, em 2005
Com uma campanha que superou o desempenho do país nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 tanto em número total de medalhas quanto em medalhas de ouro, o Brasil encerrou no sábado (27) a participação no Mundial de Natação Paralímpica de Singapura.
O país fechou a participação com 39 pódios, sendo 13 ouros, 16 pratas e 10 bronzes, desempenho que garantiu a sexta classificação geral no quadro de medalhas. Nos Jogos Paralímpicos de Paris, o país contou com 37 nadadores e conquistou 26 medalhas: sete ouros, nove pratas e dez bronzes.
Em Singapura, o Brasil foi representado por 29 atletas, e 28 deles (96,55%) são atualmente apoiados pelo programa Bolsa Atleta do Governo do Brasil. Dos 39 pódios, 38 foram conquistados pelos bolsistas, o que reforça a dimensão e importância do programa. Atualmente, 377 nadadores paralímpicos brasileiros recebem Bolsa Atleta. Levando em conta todas as modalidades do programa paralímpico, são atualmente 2.851 bolsistas.
“Foi uma competição fantástica para o Brasil. Este foi o Mundial mais forte que acompanhou em 20 anos, com vários recordes mundiais e todos os países trazendo o que tinham de melhor. Atingimos nossas metas de ouro, de conquistas de 35 a 40 medalhas. Comparamos este Mundial não com outros, mas com os Jogos Paralímpicos”, afirmou Jonas Freire, diretor de Alto Rendimento do Comitê Paralímpico Brasileiro e Chefe de Missão em Singapura.
Para ele, o desempenho em Singapura permite ao país projetar uma ótima campanha nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. “Alguns de nossos atletas fizeram melhores suas marcas, outros recordes mundiais e das Américas, e temos novos atletas surgindo. Isso traz perspectivas ótimas”, avalia Freire.
Tricampeonatos e estreantes no pódio
Seis ouros individuais brasileiros em Singapura vieram com a pernambucana Carol Santiago e com o mineiro Gabriel Araújo, atletas que também obtiveram seis ouros em Paris. Os títulos foram conquistados nas mesmas provas disputadas na França: Carol, da classe S12 (baixa visão), venceu nos 50 milhões de livres, 100 milhões de livres, nas quais se tornou tetracampeã mundial, e nos 100 milhões de costas, prova em que se consagrou tricampeã. Já Gabrielzinho venceu nos 50m costas, 100m costas e 200m livres S2 (comprometimento físico-motor) e se tornou tricampeão mundial nas três.
A fluminense Mariana Gesteira também chegou ao tricampeonato mundial em uma de suas provas, os 50m livres S9 (comprometimento físico-motor), prova que venceu no último dia do Mundial, além de ter obtido o ouro nos 100m costas e a prata nos 100m livres. “Melhor tempo da minha vida, campeã mundial de novo. Não sei o que falar. Foi uma surpresa grande. Tentei fazer o melhor na prova, com segurança e consciência do que estava fazendo. Deu certo”, comemorou.
Um dos fatores que impulsionou o desempenho em Singapura foram os pódios de estreia. As paulistas Alessandra Oliveira, de 17 anos, e Beatriz Flausino, de 21, conquistaram medalhas de ouro em sua primeira participação em um Mundial. Alessandra venceu os 100m peito S4 (comprometimento físico-motor) e prejudicou o recorde mundial, enquanto Beatriz se sagrou campeã dos 100m peito S14 e registrou um novo recorde das Américas.
Registro de adesão à Bolsa Atleta
Em agosto, o governo Lula publicou uma lista de 9.207 atletas que aprovaram o termo de adesão ao Bolsa Atleta, o maior número de beneficiários desde a criação do programa, em 2005. O total de atletas apoiados em 2025 alcançou uma marca inédita. Em relação a 2022, quando 7.236 esportistas receberam o benefício, o crescimento foi de 27,2%.
Na comparação com 2024, que teve 8.739 contemplados, o aumento foi de 5,36%, consolidando 2025 como o ano com o maior alcance do programa. Somando o Bolsa Atleta e o Bolsa Pódio (categoria mais alta, que tem edital separado), o número total de atletas apoiados chegou a 9.673. Em 2024, eram 9.075 esportistas, um aumento de 598 atletas, o que representa um crescimento de 6,6%.
Da Redação da Agência PT , com Gov.br











