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João Daniel: Uma Primavera Política no Brasil

O Brasil vive, enfim, sua primavera política. Assim como a estação renova o ambiente com flores, cores e cantos de pássaros, o cenário político nacional começa a se transformar após um longo e árido inverno, marcado por polarizações extremas, ataques às instituições e tentativas de corrosão democrática.

Os ventos da mudança sopram com força. Recentemente, centenas de milhares de pessoas ocuparam as ruas das 27 capitais em manifestações pacíficas e democráticas. Convocadas por movimentos sociais, artistas, partidos políticos e diversos setores da sociedade, essas mobilizações se posicionaram contra a PEC da Blindagem e contra a proposta de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, coordenados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A mensagem foi clara: não há espaço para retrocessos na democracia brasileira.

Essas manifestações mostraram que a sociedade ainda acredita na força das ruas como instrumento legítimo de pressão por justiça, transparência e respeito às regras do jogo democrático.

Outro marco dessa nova estação foi o discurso do presidente Lula na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU. Ao lamentar o avanço de regimes autoritários e do populismo de extrema-direita no mundo, Lula reposicionou o Brasil no cenário internacional. Denunciou medidas autoritárias de países concentradores de poder e reafirmou seu compromisso com o multilateralismo e com o protagonismo do Sul Global nas decisões econômicas, climáticas e de segurança internacional. Foi amplamente aplaudido ao denunciar o genocídio em curso na Faixa de Gaza, promovido por Israel com apoio americano, e ao afirmar que democracia e soberania não se colocam à mesa de negociação.

No Congresso Nacional, os sinais de renovação também se fizeram presentes. A derrota de Eduardo Bolsonaro em sua tentativa de liderar uma frente importante na Câmara, desde seu refúgio nos Estados Unidos, e a derrubada de prerrogativas parlamentares no Senado evidenciam que o poder popular ainda pode influenciar os rumos da política institucional, como demonstraram os atos de 21 de setembro.

O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem demonstrado resiliência diante dos ataques internos e externos que vem sofrendo, reafirmando seu papel como guardião da Constituição e da democracia.

No exercício do nosso mandato, temos buscado ser exemplo dessa primavera política. Defendemos a democracia, a soberania nacional e a participação popular. Lutamos contra o golpe sofrido pela presidenta Dilma Rousseff, pela responsabilização dos golpistas de março de 2023, contra as privatizações da Petrobras, da Eletrobras e da DESO, e por pautas que fortalecem os movimentos sociais, a agricultura familiar e os direitos do povo. No plano internacional, mantemos nossa luta em favor da Palestina e de todos os povos oprimidos pelo imperialismo.

Seguiremos firmes na Câmara dos Deputados, posicionando-nos contra a tentativa absurda de anistiar os responsáveis pelo golpe da extrema-direita. Lutamos para que essa primavera política não seja apenas uma estação passageira, mas o início de um novo ciclo permanente de justiça, participação e soberania.

Deputado Federal João Daniel

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