A prefeita reeleita de Contagem (MG), Marília Campos (PT), concedeu entrevista ao jornal O Tempo para detalhar os desafios da saúde pública no município e as estratégias adotadas por sua gestão para garantir um atendimento mais eficiente e humanizado à população. Segundo Marília, mesmo com investimentos expressivos, o município ainda enfrenta gargalos provocados pela regulação estadual e pela retenção de recursos no Fundo Estadual de Saúde.
Atualmente, Contagem destina cerca de 28% do seu orçamento para a área da saúde, quase o dobro do mínimo constitucional, que é de 15%. Isso representa aproximadamente R$ 1 bilhão em investimentos municipais. “A saúde é responsabilidade de todos os entes federativos, mas, na prática, quem mais investe é o município. E mesmo com esse esforço, enfrentamos dificuldades que exigem mais integração e sensibilidade dos governos estadual e federal”, ressaltou Marília.
Um dos principais entraves apontados pela prefeita são os atendimentos de média e alta complexidade, que hoje dependem da regulação feita em Belo Horizonte. “É inaceitável que um paciente fique até 15 dias internado em uma UPA esperando por um cateterismo. Por isso, estamos trabalhando com o apoio do presidente Lula, do ministro Alexandre Padilha e do Governo de Minas para habilitar o Hospital Santa Rita. Com isso, esses procedimentos poderão ser realizados aqui mesmo em Contagem, o que vai salvar vidas”, destacou.
Durante recente visita do ministro da Saúde à cidade, Marília também apresentou um projeto que propõe a liberação de recursos atualmente retidos no Fundo Estadual de Saúde. Só em Contagem, o valor chega a R$ 45 milhões, parados por restrições legais que impedem sua utilização quando o recurso está vinculado a áreas sem demanda específica no período, como o combate à dengue.
Para reverter essa situação, a prefeita solicitou apoio ao deputado estadual João Vitor Xavier, pedindo que ele seja o interlocutor da proposta junto à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O objetivo é criar uma legislação que amplie as possibilidades de aplicação desses recursos, garantindo que o dinheiro já pertencente aos municípios possa ser efetivamente utilizado em benefício da população.
“Não é razoável que os recursos fiquem travados enquanto a população enfrenta filas e espera por atendimento. Precisamos de mais agilidade, flexibilidade e compromisso com a vida das pessoas”, afirmou Marília Campos.
Foto: Facebook da Prefeita Marília Campos
Fonte: Thiago Paulino











