Partido dos Trabalhadores denunciou caso de três adolescentes vítimas de truculência em caso forjado, em que foram obrigados a colocar camisetas de Lula após a abordagem
A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo enviou uma nota ao PT anunciando as decisões tomadas após o Partido dos Trabalhadores ter acionado a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para pedir a investigação de uma denúncia de manipulação política, às vésperas do segundo turno, envolvendo policiais paulistas e o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
NOTA OFICIAL
“A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo recebeu com extrema preocupação denúncia da Deputada Estadual Professora Bebel e também veiculadas pela imprensa e por redes sociais, incluindo o depoimento de uma mãe, Edna Souza Barbosa, segundo as quais policiais militares teriam constrangido adolescentes e jovens abordados em Piracicaba a vestirem camisetas com conteúdo político-partidário, além de praticarem agressões físicas e outros atos potencialmente abusivos durante a ação policial.
Diante da gravidade dos fatos narrados, a Ouvidoria informa que abriu protocolo nesta data, oficiando a Corregedoria da PM a que forneça informações acerca dos procedimentos adotados, bem como o afastamento imediato dos policiais envolvidos e identificados do serviço operacional até a conclusão das apurações e ainda que lhe sejam encaminhados os relatórios de conclusão dos procedimentos instaurados.
As denúncias envolvem possíveis violações de direitos fundamentais, incluindo violência policial, abuso de autoridade, constrangimento ilegal e eventuais práticas que podem configurar tortura ou tratamento cruel, desumano ou degradante. Caso confirmadas, tais condutas são absolutamente incompatíveis com os princípios constitucionais que regem a atividade policial, afrontam o Estado Democrático de Direito.
A Ouvidoria reafirma que a polícia não pertence a partidos, governos ou correntes ideológicas. Sua missão é servir à sociedade e garantir o cumprimento da lei, com absoluta neutralidade político-partidária. Nenhum agente público pode valer-se de sua função para promover convicções pessoais, perseguir cidadãos por suas opiniões políticas ou instrumentalizar o poder estatal para fins de disputa eleitoral ou ideológica.
A investigação dos fatos deve ocorrer com a máxima celeridade, independência e profundidade, assegurando a coleta de todos os depoimentos, imagens, registros operacionais e demais elementos probatórios necessários ao completo esclarecimento do caso. Eventuais responsáveis por irregularidades devem ser identificados e punidos nos termos da lei, observadas as garantias do devido processo legal.
A Ouvidoria seguirá acompanhando atentamente as apurações e cobrará das instituições
competentes respostas rápidas, transparentes e compatíveis com a gravidade das denúncias apresentadas, pois a polícia existe para garantir a normalidade e tranquilidade, inclusive do processo eleitoral, e não criar desordem, confusão e rupturas no tecido da democracia.”
São Paulo, 22 de outubro de 2026
Dr. Mauro Caseri
Ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo
Da Rede PT de Comunicação










