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Ministro Padilha afirma que Flávio Bolsonaro não conhece nada de saúde pública

Gestor destaca avanços tecnológicos e integração de dados desde 2025 e relembra a condução desastrosa da pandemia pelo governo Jair Bolsonaro

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, demonstra desconhecimento sobre o funcionamento, a dimensão e os desafios do Sistema Único de Saúde (SUS). Após o debate presidencial da TV Bandeirantes, realizado no domingo (18), Padilha criticou as propostas apresentadas pelo senador e apontou que elas desconsideram políticas, ferramentas digitais e iniciativas de cooperação que já integram a rede pública de saúde brasileira.

Para a Rede PT de Comunicação, Padilha declarou que a visão apresentada pelo adversário do presidente Lula demonstra desconhecimento sobre o funcionamento e os desafios da saúde pública brasileira, ressaltando que muitas das propostas feitas como novas são procedimentos do SUS.

“Se o debate é de saúde, ele não consegue discutir, até porque não conhece nada de saúde pública”, declarou o ministro ao avaliar o confronto entre os dois candidatos.

Alexandre Padilha relembrou o histórico de atos da família Bolsonaro na área da saúde. O ministro criticou a atuação de Flávio e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nos últimos anos, mencionando a defesa da cloroquina e as posições contrárias à vacinação adotadas durante a pandemia de Covid-19, que resultaram na morte de mais de 700 mil brasileiros.

“O debate mostrou o desconhecimento e despreparo do Flávio Bolsonaro para dirigir a saúde do país. As duas únicas experiências que ele tem na saúde é a omissão dele quando o pai dele presidiu o país e comandou a covid-19, inclusive com ele fazendo campanha pela cloroquina e contra a vacina, e também quando ele comandou os seis hospitais federais do Rio de Janeiro, o que foi um verdadeiro apagão”, resumiu o ministro

Desconhecimento completo do que é o SUS
Usado como exemplo por Flávio Bolsonaro como modelo de parceria futura, o Hospital Albert Einstein já participa de iniciativas de cooperação com o SUS por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). Criado em 2009, no segundo mandato do presidente Lula, o programa reúne hospitais privados de referência para desenvolver projetos de pesquisa, capacitação profissional, inovação, gestão e assistência especializada destinados ao fortalecimento da saúde pública. A cooperação permite incorporar conhecimento e tecnologias à rede pública sem confundir essa atuação com a simples reprodução de um modelo de atendimento privado.

“Hoje, aliás, o Einstein atende mais no SUS do que no setor privado dele”, afirmou.

Segundo os números apresentados pelo ministro, o setor privado do hospital realiza cerca de 65 mil internações por ano, enquanto o SUS responde por aproximadamente 12 milhões de internações anuais.

Prontuário eletrônico: uma realidade brasileira
Outro ponto contestado por Alexandre Padilha foi a promessa de Flávio de criar um prontuário eletrônico único, vinculado ao CPF, para integrar informações dos serviços municipais, estaduais, federais e privados. Mais uma vez, o ministro constata que o candidato do PL não sabe do que está falando. Hoje, o Cadastro Nacional de Usuários do SUS, com a utilização do CPF como identificador, já é uma realidade. Desde 2025 foi criado o Cartão Nacional de Saúde (CNS), que unifica a expansão de ferramentas digitais para facilitar o acesso da população aos serviços.

O ministro afirmou ainda que o governo Lula vem ampliando a integração das informações e a utilização de tecnologias digitais na rede pública. Um dos principais instrumentos é a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), que permite o compartilhamento padronizado de informações clínicas entre diferentes sistemas de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, em agosto de 2026, a rede já reunia mais de 5 bilhões de registros.

“Hoje tem, inclusive, a unificação dos dados do município, do estado e da saúde privada dentro dessa grande rede nacional de dados que a gente tem no país”, disse Padilha. “E estamos, a partir dos hospitais universitários federais, desenvolvendo um aplicativo que faz toda a gestão do hospital, o acompanhamento das filas e o agendamento”.

Da Rede PT de Comunicação

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