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Defesa do SUS: ex-ministros da saúde assinam manifesto pela reeleição de Lula

Documento destaca a importância da ciência e da produção nacional de medicamentos e aponta os impactos dos retrocessos do governo Bolsonaro

A eleição presidencial de 2026 é decisiva para o futuro do Sistema Único de Saúde (SUS) que, a depender do resultado das urnas, pode caminhar para o fortalecimento ou para um ciclo de desinvestimento. Por isso, oito ex-ministros da Saúde se uniram ao ministro Alexandre Padilha para tornar público um manifesto que chama a população brasileira a votar com consciência.

“Na hora de votar, precisamos lembrar da mãe que quer vacinar o filho. Do idoso que ganha uma aposentadoria minguada e precisa de remédios para conseguir ter qualidade de vida. Das pessoas que só podem contar com o SUS para se tratar do câncer”, destaca o texto.

No documento, os signatários registram os avanços do governo Lula na reconstrução do Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2023, início do terceiro mantdato, e lembram os retrocessos e o desmonte do governo Bolsonaro.

“O descaso não foi só na pandemia. O Brasil perdeu o certificado de país livre do sarampo. A vacinação infantil caiu em todo o país e os estoques de vacinas ficaram desabastecidos. O Farmácia Popular reduziu seus pontos de dispensação de medicamentos e passou a atender menos pessoas.”

O manifesto critica, também, a recusa de vacinas, os ataques às medidas de prevenção e o tratamento dado às vítimas da Covid-19 e a seus familiares.

Reconstrução do SUS e ampliação do acesso
Os especialistas destacam que, a partir de 2023, a cobertura vacinal voltou a crescer nas 16 vacinas do calendário infantil e que o Brasil recuperou o certificado de país livre do sarampo, com reconhecimento da Organização Pan-Americana da Saúde.

Outro avanço apontado é a ampliação do Farmácia Popular, que passou a oferecer medicamentos 100% gratuitos a 27 milhões de pessoas, ante 20,7 milhões em 2022. O documento também registra que o Mais Médicos dobrou de tamanho e que o SUS alcançou recordes históricos de cirurgias e transplantes.

Investimento em ciência e produção nacional
Além dos resultados alcançados, o manifesto defende uma perspectiva de futuro para a saúde pública baseada em investimentos, evidências científicas e planejamento técnico. Entre as iniciativas destacadas estão o uso de inteligência artificial na triagem hospitalar, a telemedicina e a cirurgia robótica. Os signatários também ressaltam a importância do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, que integra SUS, ciência e indústria nacional para ampliar a fabricação de vacinas, medicamentos e equipamentos no Brasil.

“Saúde pública se faz com investimentos, evidências científicas e planejamento técnico”, alertam.

O documento aponta que o país voltou a produzir insulina depois de 20 anos e começou a fabricar as chamadas canetas emagrecedoras, afirmando que a produção nacional poderá contribuir para que novas tecnologias à base de peptídeos, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, sejam oferecidas pelo SUS às pessoas que sofrem com obesidade grave.

O manifesto critica a desqualificação dessas iniciativas como supérfluas e defende que a inovação tecnológica precisa chegar à população. “Tecnologia só salva vidas quando chega na ponta”, afirmam.

Quem assina o manifesto

  • Alexandre Padilha, ministro da Saúde de 2011 a 2014 e de 2025 até o momento;
  • Nísia Trindade, ministra da Saúde de 2023 a 2025;
  • Gilberto Occhi, ministro da Saúde em 2018;
  • Marcelo Castro, ministro da Saúde de 2015 a 2016;
  • Arthur Chioro, ministro da Saúde de 2014 a 2015;
  • José Gomes Temporão, ministro da Saúde de 2007 a 2010;
  • José Agenor, ministro da Saúde de 2006 a 2007;
  • Saraiva Felipe, ministro da Saúde de 2005 a 2006;
  • Humberto Costa, ministro da Saúde de 2003 a 2005.

Da Rede PT de Comunicação

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