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Campanha de Lula denuncia a observadores internacionais postura parcial da Meta

Coordenadores da campanha do presidente vão apresentar exemplos de ingerência às entidades observadoras e querem formular denúncia a organismos internacionais, como OEA

A coordenação política da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, em reunião com entidades internacionais, observadores das eleições e grupos de defesa de direitos humanos denúncias de ingerência consecutiva da plataforma Meta para favorecer o candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro (PL).

O senador Camilo Santana (PT-CE) disse a jornalistas, nesta quarta-feira, 13, que integrantes da campanha partiparam de reunião com mais de 12 países, entre eles Espanha, Reino Unido, Argentina, China, Colômbia, EUA, Uruguai e Venezuela, diferentes partidos e entidades internacionais em defesa da democracia “para denunciar isso internacionalmente”. “Não podemos admitir essa interfêrencia das big techs aqui nas eleições”, afirmou o senador.

A campanha de Lula já havia denunciado o comportamento parcial da Meta, para favorecer o engajamento e o alcance das postagens sobre Flávio Bolsonaro. Agora, leva a denúncia a outros países que também tiveram os processos eleitorais contaminados pela interferência das big techs. Como citou Camilo Santana, são recorrentes bloqueios, suspensões, redução de alcance e, mais recentemente, a campanha descobriu o uso enviesado da IA da Meta.

“Você diz quero uma bandeira Lula 13 e aparece uma de Flávio, não de Lula. Você busca o Exército do Lula (canal de WhatsApp) e vê a recomendação para entrar na Tropa do Flávio”, denunciou Camilo.

A Coligação do presidente Lula, além das medidas judiciais cabíveis no Tribunal Superior Eleitoral, quer ampliar as denúncias à comunidade internacional. “Essa eleição precisa ser imparcial. Estamos convidando os observadores internacionais credenciados no TSE para uma reunião para que a gente possa mostrar um relatório que esta sendo finalizado com todos esses indícios”, explicou Santana.

Segundo ele, a campanha de Lula, desde o início do segundo turno, tem crescido de forma sistemática e espontânea, com mobilizações nas ruas e nas redes. Isso, disse Camilo Santana, “tem importunado” Flávio Bolsonaro, o que explica a ação da extrema direita para derrubar o canal Exército do Lula e publicações que defendem a sua candidatura. “Nós sabemos o peso que têm as redes sociais”, disse Camilo, lembrando que numa eleição curta, de poucos dias, essa mobilização digital é fundamental.

“Não é fruto do acaso”
O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que o “processo de manipulação da vontade popular não é novidade nas democracias mundo afora”. Porém, acrescentou, o que está acontecendo no Brasil ganha um outro patamar.

Ele mencionou que a página oficial do presidente da República fique sem botão de repost durante tantas horas; a postagem de lula teve botão de stories indisponibilizado, com defeitos sistemáticos”. Isso significa, explicou o secretário, que conteúdos produzidos por Lula e pela campanha não estão igualmente disponíveis ao eleitorado brasileiro”.

“A Meta não consegue nos provar que isso e fruto do acaso, porque nosso adversário não sofre os mesmos problemas técnicos”, afirmou.

Segundo o secretário, o PT e a campanha apenas querem uma eleição limpa equilibrada, sem interferências e sem transparência das plataformas.

“A gente espera que quanto mais reverberar essa denúncia no mundo inteiro, a plataforma que é internacional, isso possa se espalhar para ter pressão e garantir que não haja interferência e que seja imparcial”, concluiu Camilo Santana.

Da Rede PT de Comunicação

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