Edinho Silva aponta crescimento da campanha, destaca ampliação de alianças nos estados e confirma participação de Lula nos debates da Band e da Globo
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira, 13, que o respeito às mulheres, à população negra e às minorias marca a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva e diferencia o projeto do presidente daquele representado por Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao Jornal da CBN, o dirigente destacou que Lula reúne experiência e compromisso democrático para realizar as mudanças que o Brasil precisa.
“Nós nunca vimos o presidente Lula desrespeitar uma mulher. Nós nunca vimos o presidente Lula desrespeitar um negro. Nós nunca vimos o presidente Lula desrespeitar as minorias. Ao contrário, ninguém trabalhou tanto pela igualdade nesse país”, declarou.
Edinho também apontou um movimento de crescimento da candidatura, impulsionado pela mobilização popular e pela articulação de alianças nos estados. De acordo com ele, o segundo turno permite apresentar com mais clareza as diferenças entre os projetos em disputa e mostrar quem tem condições de atender às expectativas da população.
O dirigente reconheceu que existe um sentimento de mudança no país e afirmou que Lula tem credenciais para conduzir esse processo com segurança, preservando direitos e fortalecendo a democracia.
“Se tem alguém que representa e que pode fazer as mudanças que o povo brasileiro espera é o presidente Lula. Porque ele já fez, ele já mudou. E mudou o Brasil com segurança”, disse.
Para Edinho, essa trajetória contrasta com a tentativa de golpe de 8 de janeiro. O presidente do PT ressaltou que as transformações defendidas por Lula passam pelo respeito à Constituição e pela ampliação dos direitos dos trabalhadores.
‘Nossa onda é uma onda de crescimento’
Edinho avaliou que a campanha vive um ambiente de forte mobilização e demonstrou confiança no avanço da candidatura no segundo turno. Na avaliação do dirigente, esse movimento deverá aparecer nos próximos levantamentos eleitorais.
“Não temos nenhuma dúvida que a nossa onda é uma onda de crescimento. As pesquisas em breve vão registrar isso, porque essa onda de mobilização, não há como ela não refletir nas pesquisas”.
O presidente do PT destacou que a comparação entre as duas candidaturas deve considerar o impacto de cada projeto na vida da população. Segundo ele, a história de Lula e as políticas implementadas por seus governos são elementos centrais desse debate.
“Foi o presidente que mais mudou a vida do povo brasileiro, que mais trabalhou por mudanças, no sentido que o Brasil fosse mais justo, fosse um país mais igualitário”, declarou.
Alianças ampliadas nos estados
O crescimento apontado por Edinho também passa pela incorporação de apoios regionais. O dirigente explicou que a ampliação não depende apenas de adesões formais das direções nacionais dos partidos: as articulações incluem representantes estaduais de legendas que adotaram neutralidade no primeiro turno.
Edinho ressaltou a importância de intensificar o diálogo com os setores democráticos e ampliar a participação da sociedade na disputa, a partir de uma mobilização que ultrapasse as fronteiras partidárias.
“Nós temos uma ampliação grande de lideranças nos estados. O que está em jogo no Brasil é muito grande, é o futuro das próximas gerações, não é só uma eleição”, disse.
Lula confirmado nos debates
Na entrevista, Edinho confirmou que Lula participará dos debates do segundo turno promovidos pela Band e pela TV Globo. Questionado sobre os dois encontros, o presidente do PT afirmou que a decisão expressa a disposição de Lula em confrontar diretamente as propostas de Flávio Bolsonaro.
Segundo Edinho, o formato do primeiro turno, com vários candidatos e longos intervalos entre as intervenções, dificultava a comparação direta de projetos. Com apenas dois concorrentes, Lula pretende mostrar aos eleitores as diferenças entre as candidaturas.
“Ele quer o confronto direto com Flávio. Quer mostrar ao povo brasileiro o que Flávio representa e o que ele representa. Portanto, ele estará nos debates, sim”.
Da Rede PT de Comunicação










