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Lula defende criação de Guarda Nacional e mais investimento para combater crime organizado

Presidente diz que num quarto mandato vai reforçar Polícia Federal, Polícia Rodoviária e inteligência para continuar enfrentando as facções criminosas “da esquina ao andar de cima”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao SBT nesta quinta-feira, 10, que pretende ampliar os investimentos na Polícia Federal, na Polícia Rodoviária Federal e em inteligência para combater o crime organizado “da esquina ao andar de cima”. Lula também apontou a criação de uma Guarda Nacional e a definição das responsabilidades da União, dos estados e dos municípios como prioridades para a segurança pública.

“Eu quero primeiro criar uma Guarda Nacional com muita competência. Eu quero investir mais na Polícia Federal e mais em inteligência, e eu quero investir mais na Polícia Rodoviária. Tudo isso para que a gente possa combater o crime organizado da esquina ao andar de cima, combater as facções”, afirmou.

Segundo o presidente, o reforço das instituições e da capacidade de investigação é necessário para o enfrentamento das facções e para se alcançar os diferentes níveis de atuação das organizações criminosas.

Lula defendeu a proposta de emenda à Constituição enviada pelo governo ao Congresso, a PEC da Segurança Pública, para reorganizar as atribuições dos entes federativos na segurança pública. Segundo ele, a expectativa é que a votação ocorra depois das eleições.

“Nós mandamos uma emenda constitucional que deverá ser votada agora logo depois das eleições para que a gente possa definir qual é o papel da União, qual é o papel do Estado e qual é o papel do município”, explicou.

Ao abordar a participação das cidades, o presidente afirmou que municípios de grande porte precisam ter uma atuação própria na área. “Não justifica um município como São Paulo não ter uma polícia própria, não justifica”, disse.

O presidente também chamou atenção para a atuação das facções dentro do sistema prisional. Segundo Lula, o governo identificou 138 unidades de onde partem comandos de organizações criminosas.

Educação como prevenção
Em outro momento da entrevista, Lula relacionou os investimentos em educação à prevenção da criminalidade. Ao comparar os custos da formação de estudantes com os da manutenção de pessoas no sistema prisional, argumentou que ampliar oportunidades é também uma forma de enfrentar a violência.

“Significa que fica muito mais barato evitar que as pessoas virem bandidos do que fazer cadeia depois”, afirmou.

Nesse contexto, o presidente reafirmou o compromisso de expandir o ensino em tempo integral. Segundo ele, a medida contribui para melhorar a aprendizagem e dar mais tranquilidade às famílias.

“Eu quero colocar todos os meninos em escola de tempo integral, não apenas para melhorar a qualidade da educação, mas para dar tranquilidade ao pai e à mãe com o filho numa escola de tempo integral”, disse.

Para Lula, garantir acesso à educação e à qualificação é essencial para que a origem social não determine as oportunidades de cada brasileiro.

Da Rede PT de Comunicação

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