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Cris Guiroto, militante de Rio Preto: “organização política e comunitária não pode acontecer apenas quando as eleições se aproximam”

Tendo participado da mentoria da Galera Vermelha sobre mobilização territorial para as campanhas eleitorais, a líder comunitária destacou que a credibilidade e o fortalecimento de coletivos dependem do trabalho diário nas comunidades

A mentoria realizada nesta quarta-feira, 19 de agosto, com o tema “Coletivos fortes para fortalecer o time do Lula”, reuniu 22 participantes em um encontro voltado à organização e à mobilização territorial. A atividade foi conduzida por Saulo Monteiro, consultor político especialista em planejamento estratégico e gestão municipal, e abordou formas de fortalecer coletivos, estruturar núcleos, células e comitês e ampliar a atuação nas comunidades.

Entre as participantes estava Cris Guiroto, coordenadora do Comitê Popular de Luta pela Verdade de São José do Rio Preto, que desenvolve um trabalho direto em bairros construídos a partir do programa Minha Casa, Minha Vida desde antes da última eleição do presidente Lula.

Para Cris, a mentoria trouxe orientações importantes, mas também reforçou uma questão que ela considera fundamental: a organização política e comunitária não pode acontecer apenas quando as eleições se aproximam.

A experiência de Cris nos territórios mostra, na prática, a importância dessa continuidade. O Comitê mantém uma atuação próxima aos moradores e já realizou ações como o “Varal do Lula”, iniciativa de doação de roupas que ajudou a criar vínculos com as comunidades. Durante o período eleitoral, a atividade de doação foi encerrada para evitar qualquer interpretação que pudesse configurar compra de voto, mas o relacionamento com as pessoas continuou por meio de conversas, visitas e contato direto.

Segundo Cris, nem todos os frequentadores das atividades se identificam com o mesmo campo político e algumas pessoas preferem não declarar suas posições. Ainda assim, o trabalho permanente possibilitou construir uma rede de confiança com moradores que hoje já demonstram disposição para participar das ações de campanha.

Para ela, esse vínculo só é possível quando existe presença também fora dos períodos eleitorais.

“O importante é não interromper as atividades na entressafra das eleições, porque aí perdemos a credibilidade.”

A avaliação de Cris dialoga diretamente com o tema apresentado por Saulo Monteiro durante a mentoria. Mais do que organizar grupos para uma eleição específica, o desafio é construir presença contínua nos territórios, mantendo diálogo, escuta e relação com as comunidades.

Neste sábado, dia 22 de agosto, Cris e o grupo de São José do Rio Preto já iniciam uma nova etapa de visitas a pessoas com quem esse vínculo foi construído ao longo do tempo. A proposta é seguir fortalecendo essa relação e ampliar a mobilização nos bairros.

A experiência de Cris Guiroto reforça uma das principais reflexões deixadas pela mentoria: coletivos fortes se constroem com organização, continuidade e confiança cultivada no dia a dia das comunidades.

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