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Raimundo Nonato participa de mobilização em Cajamar contra o fechamento de agências bancárias

Atividade integrou o Dia Nacional pelo Emprego Bancário, que antecede a rodada de negociações da Campanha Nacional 2026 com a Fenaban.

Às vésperas da segunda rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), sindicatos e lideranças de todo o país realizaram no começo de julho um Dia Nacional de Mobilização pelo Emprego Bancário. A ação teve como foco denunciar o fechamento em massa de agências bancárias físicas, o encerramento de postos de trabalho e a precarização das condições de atendimento à população.

Em Cajamar, o ato contou com a participação e atuação direta do ex-dirigente sindical dos bancários e presidente do PT de Cajamar, Raimundo Nonato. Com panfletos em mãos em frente à agência da Caixa da avenida Tenente Marques, no Polvilho, Raimundo dialogou com trabalhadores, clientes e pedestres sobre o impacto social e econômico do desmantelamento das agências físicas. Nesta quarta, 29, Nonato esteve conversando e alertando bancários na mesma avenida Tenente Marques, desta vez na agência do Bradesco.

“Estamos nas ruas para alertar a sociedade sobre o desrespeito dos bancos com os trabalhadores e com a população. O fechamento de agências não é fruto de crise financeira, mas de ganância. Os bancos lucram bilhões todos os anos e retribuem demitindo pais e mães de família e precarizando o atendimento”, declarou Raimundo Nonato durante a manifestação.

O líder sindical também enfatizou os prejuízos diretos que o fim das agências presenciais causa aos usuários mais vulneráveis do sistema financeiro.

“O atendimento digital não atende a todos. O encerramento das unidades físicas afeta diretamente os aposentados, pensionistas e pessoas que não têm facilidade com aplicativos ou acesso à internet de qualidade. O banco é um concessionário de serviço público e tem a obrigação social de oferecer um atendimento presencial, humano e de qualidade para toda a população”, pontuou Raimundo.

Queda no número de agências e empregos
Os dados levantados pelo movimento sindical revelam um cenário alarmante no setor. Entre janeiro de 2015 e maio de 2026, foram fechadas 9,5 mil agências bancárias em todo o Brasil — sendo 941 apenas nos primeiros cinco meses de 2026. Além disso, entre 2015 e 2025, o setor financeiro eliminou quase 88 mil postos de trabalho, sendo 8 mil apenas no último ano desse período.

De acordo com Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, o movimento de demissões e fechamento de unidades ocorre em um momento de lucros recordes do setor financeiro. Em 2025, os cinco maiores bancos do país somaram R$ 124 bilhões em lucros conjuntos.

A dirigente ressalta que o setor caminha na contramão da economia nacional, que vem apresentando queda no desemprego e crescimento com carteira assinada em outras áreas. Para os sindicatos, a reestruturação em curso não reflete dificuldades de mercado, mas sim uma priorização dos serviços digitais e do atendimento voltado à alta renda, deixando desassistida a maior parte da população.

Pauta na mesa de negociação
Na rodada de negociações com a Fenaban agendada para esta terça-feira (7), o Comando Nacional apresentará uma pauta com reivindicações centrais para proteger o emprego e a estrutura de atendimento. Entre os principais pontos estão:

– Fim do fechamento de agências e demissões em massa;

– Garantia de emprego e proibição da rotatividade injustificada;

– Proteção e negociação prévia com os sindicatos em casos de reestruturações por fusões ou inovação tecnológica;

– Fim da terceirização, assegurando o enquadramento como bancário de quem exerce atividades do setor;

– Mais contratações para reduzir a sobrecarga, filas e o estresse na rotina de trabalho;

– Regulamentação e direitos iguais para bancários que atuam em agências e escritórios digitais;

– Inclusão e qualificação, incentivo à participação feminina na área de TI e processos seletivos sem preconceito.

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