O início das férias escolares de julho, período em que milhares de famílias paulistas planejam viagens pelo litoral e interior do estado, está sendo marcado por um peso maior no bolso dos motoristas. Desde o começo do mês, as tarifas de pedágio em diversas rodovias concedidas de São Paulo sofreram reajustes autorizados pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A medida gerou duras críticas do deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT), que acusou a gestão do governador Tarcísio de Freitas de inviabilizar o lazer dos cidadãos.
O reajuste mais expressivo e polêmico ocorreu no Sistema Anchieta-Imigrantes, principal via de ligação entre a capital paulista e a Baixada Santista, onde a tarifa subiu para R$ 40,60. O valor consolida o trecho como um dos pedágios mais caros de todo o país.
Críticas ao “Governador Free Flow”
O deputado Luiz Fernando Teixeira protestou veementemente contra a escolha do momento para a aplicação dos novos valores, destacando que o reajuste afeta diretamente o planejamento familiar em um momento de descanso.
“Agora começam as férias escolares, muitos pais tiram os seus dias para passear com a família, e o Tarcísio, governador do estado, também conhecido como Tarcísio Free Flow, presenteia a população com o aumento dos pedágios. O pedágio para o litoral, na Anchieta e Imigrantes, passa dos R$ 40, além dos reajustes em diversas rodovias do interior de São Paulo”, criticou o parlamentar.
Barreira ao lazer e à mobilidade
Para o legislador, as novas tarifas funcionam como um impeditivo para que a população tenha acesso a momentos de descontração e viagem dentro do próprio estado. Luiz Fernando argumentou que o encarecimento das estradas reflete uma política pública que isola os cidadãos.
“O pedágio mais caro do Brasil recebe agora um grande aumento e vai para cima de R$ 40 para quem quiser ir até o litoral. É o governo Tarcísio de Freitas trabalhando para que o povo de São Paulo não tenha segurança, não tenha saúde, não tenha educação e não saia da sua casa”, declarou o deputado.
Impacto no planejamento das famílias
Segundo a Artesp, os aumentos estão previstos nos contratos de concessão rodoviária e utilizam como referência a recomposição inflacionária do período.
No entanto, para quem precisa pegar a estrada, a tarifa reajustada soma-se a despesas já elevadas com combustível, hospedagem e alimentação, tornando-se um fator decisivo e limitador no orçamento doméstico neste meio de ano. O reajuste reacende o debate sobre o custo da mobilidade e o modelo de concessões rodoviárias adotado em São Paulo.
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