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“Um absurdo”: Deputado Emidio de Souza aciona Justiça após Prefeitura de Osasco descartar 40 mil livros de biblioteca municipal

Uma ação da Prefeitura de Osasco gerou uma onda de indignação e deve virar caso de Justiça. Na última sexta-feira (24), centenas de livros da Biblioteca Pública Monteiro Lobato foram jogados diretamente numa caçamba de uma empresa de reciclagem, despertando fortes críticas de parlamentares, artistas e da população. O deputado estadual Emidio de Souza (PT) utilizou suas redes sociais para manifestar repúdio ao ocorrido e anunciou medidas judiciais contra a administração municipal.

“40 mil livros jogados no lixo em Osasco. Um absurdo o que tá acontecendo nessa administração da cidade”, declarou o deputado. Emídio afirmou categoricamente que não deixará o episódio passar impune: “Não vamos permitir que a Cultura de Osasco seja, literalmente, jogada na lata de lixo”.

Para o parlamentar, o descarte reflete uma postura ideológica e de abandono. “A ignorância da extrema-direita está fazendo Osasco retroceder. Osasco está sendo comentada no Brasil inteiro como uma cidade que não preza a leitura. Depois de deixar a biblioteca pública abandonada por anos, a prefeitura joga fora literalmente 40 mil livros que eram importantes para a história de Osasco”, pontuou.

Contraponto e Memória
Emídio de Souza, que já foi prefeito da cidade, relembrou os investimentos feitos em sua gestão (2005-2012). Ele destacou que, em 2011 e 2012, a prefeitura realizou duas feiras do livro com a presença de escritores renomados. “Crianças e professores recebiam um voucher da prefeitura e poderiam com ele comprar livros, para estimular e adquirir o hábito da leitura”, recordou, mencionando que o evento atraiu mais de 100 mil pessoas em cada ano.

O deputado exigiu que a prefeitura devolva imediatamente as obras que ainda não foram destruídas. “Depois iniciar o tratamento dos livros, se é que eles estavam mesmo contaminados”, cobrou.

Prefeitura alega contaminação; artistas contestam
A Biblioteca Monteiro Lobato está fechada para reforma desde 2020. Em nota, a Prefeitura de Osasco justificou que os livros estavam mofados e com fungos, sendo o descarte necessário para evitar a contaminação de outras obras. A administração prometeu repor os títulos, mas não informou a quantidade exata descartada nem uma data para a reabertura do espaço.

A justificativa, porém, não convenceu especialistas e moradores. O quadrinista Cadu Simões, que doou parte de seu acervo pessoal à biblioteca, lamentou o descaso. “Mesmo os livros que pudessem estar com fungos não necessariamente precisavam ser descartados, pois podem ser recuperados com o tratamento adequado. Se chegaram a essa condição, foi devido ao descaso tanto de Rogério Lins quanto de Gerson Pessoa”, criticou o artista em suas redes.

A ex-vereadora Juliana Curvelo também se manifestou, classificando a ação como o esvaziamento de uma história de acesso dos estudantes da rede pública à leitura. “Hoje, o que vemos é o oposto: livros sendo descartados e um espaço sendo esvaziado”, afirmou.

O caso segue repercutindo nacionalmente, enquanto a população aguarda respostas mais concretas sobre a preservação do patrimônio cultural da cidade.

Confira o vídeo completo com a declaração do Deputado Emídio de Souza em seu perfil oficial no Instagram: https://www.instagram.com/p/DXuCRr1DSFV/

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