MENU

‘Não podemos considerar a hipótese de um retrocesso em outubro’, afirma Haddad

No encerramento do 8º Congresso Nacional, petista destacou que família Bolsonaro está “sempre do lado da destruição”

Pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad afirmou, neste domingo, 26, durante o encerramento do 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília, que a reeleição do presidente Lula “é um imperativo”. “Nós não podemos de maneira nenhuma considerar a hipótese de um retrocesso em outubro”, ressaltou.

No discurso, o ex-ministro da Fazenda disse que “Lula vai concorrer com o Bolsonarinho, o filho do Jair Bolsonaro, uma família que só entregou caos por esse país desde sempre”, no poder há 30 anos “fazendo a pior política da história do país, das rachadinhas ao genocídio da pandemia”, e arrematou: “Eles estão sempre do lado da destruição”.

Ao falar sobre a história recente, Haddad afirmou que o Brasil viveu uma “verdadeira calamidade”, após a reação da extrema direita às conquistas sociais dos governos petistas. Segundo ele, o processo se intensificou a partir de 2013 e culminou no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e que levou ao desmonte do Estado brasileiro.

Ele descreveu o cenário encontrado em Brasília após a vitória de Lula em 2022 como o de “uma casa depois de uma guerra bombardeada”, com políticas públicas desmontadas, obras paradas e direitos sociais fragilizados. “Era uma destruição absurda. Não só das contas públicas, mas de programas caros ao povo brasileiro, obras paradas, investimento em infraestrutura parado, direitos sociais que foram surropiados na sociedade brasileira”.

Diante do quadro encontrado, Haddad atestou que “era uma questão de honra, de desagravo reconduzir o Lula à Presidência em 2022”.

O petista também apontou que, no processo eleitoral de 2022, a extrema direita utilizou todos os instrumentos possíveis para tentar impedir a volta de Lula ao poder. Segundo ele, houve uso da máquina pública, disseminação de fake news e tentativas de dificultar o voto de eleitores da esquerda. “Eles fizeram o diabo para reverter o quadro eleitoral. Mobilizaram a Polícia Rodoviária Federal para impedir eleitores do Nordeste de votar”, resumiu.

Reconstrução e resultados em tempo recorde
Haddad ressaltou que, desde janeiro de 2023, o Governo Lula vem promovendo uma reconstrução “grão a grão” das políticas públicas destruídas. Ele destacou que, em apenas três anos, o país voltou a apresentar indicadores positivos, como queda do desemprego, da desigualdade e da inflação, além da retomada de programas sociais e investimentos.

“Em tão pouco tempo nós fomos capazes de colocar esse país nos trilhos”, afirmou Haddad, ao mencionar iniciativas como o Minha Casa, Minha Vida e o Farmácia Popular. Ao mesmo tempo, reconheceu o peso simbólico de ter que refazer caminhos já percorridos. “Tem um gosto amargo. Você tem que reconstruir o que você já tinha feito antes”, disse.

Para ele, a importância da reeleição de Lula vai além das fronteiras nacionais. Ele afirmou que o presidente brasileiro é “uma das únicas vozes do mundo para enfrentar a extrema direita em escala global”, destacando sua atuação em defesa da paz, da democracia e dos direitos humanos.

Mobilização total até outubro
Diante desse cenário, Haddad convocou a militância e os quadros do partido para uma mobilização intensa até as eleições. Ele defendeu que o PT e seus aliados precisam ir além da reconstrução e apresentar um novo programa de governo, mais ousado e capaz de “encantar o povo brasileiro mais uma vez”.

O pré-candidato reforçou que o momento exige dedicação total: “Nós temos que trabalhar dia e noite, de segunda a segunda até outubro pela reeleição do presidente”. Para ele, a disputa eleitoral envolve não apenas o futuro do Brasil, mas também a manutenção de uma agenda global de defesa da democracia, dos direitos e da justiça social.

Ao final, Haddad sintetizou o desafio: impedir o retrocesso e garantir que o país siga avançando. “A agenda humanista, a agenda da liberdade e dos direitos passa por outubro”.

BUSCA RÁPIDA