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Presidente Lula lança Escola Nacional de Hip Hop H2E com investimento de R$ 50 milhões

Presidente Lula na comemoração dos 21 anos do Prouni, dos 14 anos da Lei de Cotas, quando anunciou o lançamento da Escola Nacional de Hip Hop

Em um movimento estratégico para modernizar a pedagogia e combater as desigualdades raciais no ambiente escola, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Camilo Santana, lançaram nesta terça-feira (31/03) a Escola Nacional de Hip Hop H2E.

O anúncio ocorreu durante o evento “Universidade com a Cara do Povo Brasileiro”, realizado no Parque Anhembi, em São Paulo.

O programa, vinculado ao Ministério da Educação (MEC), receberá um aporte de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. O objetivo central é integrar a cultura urbana aos currículos das redes públicas de ensino, utilizando o hip-hop como ferramenta para potencializar o aprendizado e a permanência dos estudantes, especialmente jovens negros e periféricos.

Inovação Pedagógica e Reforço Escolar
A Escola Nacional de Hip Hop H2E não funcionará como uma instituição física isolada, mas como um programa transversal que busca promover a inovação pedagógica. Segundo as diretrizes do MEC, a iniciativa focará em:

Melhoria do Desempenho : Auxiliar no desenvolvimento de habilidades críticas em leitura, ciências e matemática.

Alternativa ao Celular : Propor atividades culturais e artísticas como ações substitutivas ao uso excessivo de aparelhos celulares durante os intervalos escolares.

Formação : Capacitação de professores, gestores e estudantes para a aplicação da “pedagogia do hip-hop”.

Pilares e Eixos de Atuação
A estrutura do H2E está organizada em quatro grandes eixos de execução:

Coordenação Federativa : Alinhamento entre estados e municípios.

Materiais de Apoio: Elaboração de roteiros pedagógicos e referenciais teóricos.

Formação : Treinamento continuado para profissionais da educação.

Difusão e Valorização : Realização de editais de apoio e eventos como o Encontro Nacional de Slam Escolar.

Compromisso com a Educação Antirracista
A criação da escola fortalece o cumprimento da Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira. Ao integrar saberes populares e acadêmicos, o governo federal busca elevar a representatividade negra nos currículos e enfrentar o racismo estrutural nas salas de aula.

“A iniciativa busca promover o sucesso escolar por meio do diálogo direto com a cultura que pulsa nas periferias,” destacou a comitiva ministerial durante o evento.

A Escola Nacional de Hip Hop H2E integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), reafirmando o compromisso da atual gestão com a diversidade e a inclusão social.

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