Diário do Golpe

Ministro Marun apóia Bolsonaro com aval de Temer

Ministro que está com Temer e Bolsonaro tem histórico de corrupção e está sendo processado

“Bolsonaro é Temer e Temer é Bolsonaro”. Esta frase reflete bem porque o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB/MS), declarou nesta segunda-feira (15) que votará em Jair Bolsonaro (PSL) no 2º  turno da eleição.

Para Marun, há semelhanças entre a agenda de Bolsonaro e as medidas do governo Temer. Em nota o emedebista garante que vê “muito sintonia” entre o pensamento econômico apresentado pela equipe de Bolsonaro e a agenda do governo Temer.

Velho conhecido – No Brasil Carlos Marun ficou conhecido como o “homem forte” do deputado cassado Eduardo Cunha (MDB), que foi presidente da Câmara e coordenou o golpe que tirou a presidente Dilma Rousseff do Planalto.

Arrogante, o ministro, que é deputado federal licenciado, também é odiado em seu estado de origem, Mato Grosso do Sul. Lá é conhecido como homem de confiança do ex-governador Andrea Puccinelli (MDB) que está preso por acusações de corrupção, quando governava o Estado.

Trajetória Conturbada – Marun foi secretário municipal de Assuntos Fundiários da Prefeitura Municipal de Campo Grande quando o prefeito era Puccinelli, em 1996. Foi também presidente da Empresa Municipal de Habitação (EMHA) da Prefeitura e atualmente está sendo processado por improbidade administrativa durante a presidência da Agehab, acusado, com outros 13 réus, de causar prejuízo aos  cofres municipais de 16,6 milhões de reais, em processo que tramita desde junho de 2013.

No Estado foi secretário de Habitação e Cidades e presidente da Agência de Habitação Popular usando a máquina do Estado de MS para se eleger, em 2014,  deputado federal.

O grupo do governador, do qual o ministro Marun faz parte, segundo a Polícia Federal teria desviado mais de R$ 2 bilhões.

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