Diário do Golpe

Mais de 11 mil trabalhadores fizeram acordo de demissão em fevereiro

"Acordo" entre patrão e empregado, sem a presença do sindicato, permitido pela "reforma" trabalhista, reduz valor de indenizações e tira direito ao seguro-desemprego

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgado nesta sexta-feira (23), aponta saldo de 61.188 vagas formais no mês de fevereiro, na comparação entre admissões e dispensas. A variação sobre o mês anterior foi de 0,16%.

O salário dos contratados continua caindo em relação ao de quem é demitido. O ordenado médio de R$ 1.502,68 repetiu a tendência de queda na renda, registrada nos últimos meses. Os trabalhadores demitidos recebiam, em média, R$ 1.662,95. Uma redução pouco acima de 10%.

A “reforma” trabalhista influenciou a realização a demissão de 11.118 trabalhadores de 8.476 empresas por meio de “acordos” com as empresas que os empregavam. O estado de São Paulo liderou o ranking dessa modalidade de dispensa (3.257 pessoas), seguido por Paraná (1.214), Minas Gerais (962), Rio de Janeiro (941) e Rio Grande do Sul (901).

Sem participação ou fiscalização de sindicatos, esses “acordos” causam prejuízos ao empregado. O trabalhador que faz acordo de demissão, segundo a lei trabalhista de Temer, saca 80% de seu saldo no FGTS e a multa devida pelo patrão cai de 40% para 20%. O aviso prévio também é reduzido à metade e, nesse tipo de rescisão, o trabalhador não tem direito ao seguro-desemprego.

Fonte: Rede Brasil Atual

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